Vale do Jequitinhonha

meio ambiente



 
 

NEEM

 

O Nim - Azadirachta indica - um Inseticida Natural


Sueli Souza Martinez - Pesquisadora


Introdução O nim pertence à família Meliaceae, que apresenta diversas espécies de árvores conhecidas pela madeira de grande utilidade, como o mogno, o cedro, a santabárbara, ou cinamomo, o cedrilho, a canjerana, a triquília, etc. É originário do Sudeste da Ásia e é cultivado em diversos países da Ásia, em todos os países da África, na Austrália, América do Sul e Central. É usado há séculos na Ásia, principalmente na Índia, como planta medicinal. Tem diversos usos, em especial antiséptico, curativo ou vermífugo; é utilizado no preparo de sabões medicinais, cremes e pastas dentais. A árvore é usada para sombra e possui madeira de qualidade para a produção de móveis, onstrução, batentes e portas, caixas e caixotes, lenha, carvão,etc.Seu uso como inseticida se tornou bem conhecido nos últimos 30 anos, quando seu principal composto, a azadiractina, foi isolado. A molécula da azadiractina é muito complexa e ainda não pôde ser sintetizada; assim, todos os produtos que contêm azadiractina são produzidos por extração da planta (Foto: Nim proveniente das Filipinas, plantada no IAPAR em 1987).
Os inseticidas naturais de nim são biodegradáveis, portanto não deixam resíduos tóxicos nem
contaminam o ambiente.Possuem ação repelente, anti-alimentar, reguladora de crescimento e
inseticida, além de acaricida, fungicida e nematicida. Por sua natureza, os extratos de nim são mundialmente aprovados para uso em cultivos orgânicos.A planta possui mais de 50 compostos terpenóides, a maioria com ação sobre os insetos. Todas as partes da planta possuem esses compostos tóxicos, porém é no fruto que se encontra a maior concentração. Esses compostos são solúveis em água e podem ser preparados de maneira simples e barata, por pequenos e médios produtores. Outras espécies de meliáceas têm propriedades semelhantes. Entretanto, seus extratos são mais tóxicos aos  ertebrados e são menos eficazes contra os insetos. Os extratos de nim são
praticamente inócuos aos vertebrados e ao homem. A Árvore Originária de clima tropical, a planta se desenvolve bem em temperaturas acima de 20ºC, em solos bem drenados, não ácidos e altitudes abaixo de 700 m. Nessas condições, pode iniciar a produção de frutos em cerca de dois anos, podendo atingir 10 kg de semente seca/planta, sendo que cada quilograma de sementes secas contém aproximadamente 3000 sementes. No Brasil, as primeiras introduções realizadas para pesquisa do nim como inseticida foram realizadas pelo IAPAR, em Londrina PR, em 1986 com sementes originárias das Filipinas. Em continuidade ao projeto, em 1989 e 1990, material oriundo da Índia, Nicarágua e República Dominicana foi plantado em Londrina, Paranavaí PR (região mais quente e arenosa), Jaboticabal SP e Brasília DF, para avaliação de desenvolvimento.
Nos anos noventa, principalmente nos últimos cinco anos, as propriedades da planta se tornaram mais conhecidas no País, dando-se início ao plantio de áreas comerciais em São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Pará e outros. Esses estados apresentam clima favorável seu cultivo, esperando-se portanto produções próximas ao obtido nos países de origem. Em condições menos adequadas, como as do Norte do Paraná, com clima subtropical, as plantas se desenvolvem mais lentamente, iniciando a produção de frutos após cerca de seis anos, atingindo a produção máxima de 3 a 4 kg de semente seca/planta após 10 anos do plantio (dados obtidos no IAPAR).
O IAPAR está trabalhando para conseguir plantas mais adaptadas às condições subtropicais. Em 1998, foi realizada a enxertia de nim sobre o cinamomo, Melia azedarach, que tem excelente desenvolvimento e alta produção de frutos no Sul do Brasil. O pegamento do enxerto foi muito bom e há hoje 150 plantas enxertadas em duas estações experimentais do IAPAR para avaliação, com florescimento já no primeiro ano.

Plantio e Condução


As sementes devem ser plantadas o mais rápido possível, dado que o poder germinativo, de cerca de 80%, se reduz em cerca de dois meses a praticamente zero. Sementes mantidas em geladeira podem manter o poder germinativo por mais tempo.
As mudas podem ser feitas em sacos plásticos, mantendo-se boa irrigação durante seu desenvolvimento. As sementes germinam após duas semanas. Ao atingir 50 cm, após cerca de três meses, a planta pode ser transplantada para o campo.
O espaçamento recomendado para o plantio do nim é variável, já que o desenvolvimento da planta depende das condições de solo e clima, sendo necessário que toda a copa receba a luz do sol.
Assim o espaçamento deve permitir boa insolação. No Brasil recomenda-se de 5 a 8 m entre árvores, com o maior espaçamento nas regiões mais quentes. Deve-se conduzir o tronco sem ramos até 1,5 m de altura e os ramos devem ser podados regularmente. O ponteiro apical pode ser cortado quando a planta alcançar 4 a 6 m, de modo que a árvore não atinja um tamanho muito grande e apresente uma copa bem desenvolvida. Desse modo a produção de frutos é maior e a colheita é facilitada.


Modo de Ação


A ação dos extratos de nim sobre insetos é bastante variável de espécie para espécie. Há registro de ação sobre mais de 300 espécies. A maior parte das investigações foi feita em laboratório, sendo necessários mais estudos para poder se determinar com maior segurança quais as pragas pode controlar, as doses, freqüência de aplicação, etc.
De modo geral a azadiractina afeta o desenvolvimento dos insetos de diferentes modos. Pela sua semelhança com o hormônio da ecdise (processo que possibilita ao inseto trocar o esqueleto externo e, assim poder crescer), perturba essa transformação e, e m altas concentrações pode impedí-la, causando a morte do inseto. Por essa razão, as formas jovens de insetos são mais fáceis de controlar. Não causa a morte do inseto imediatamente, dado o seu efeito fisiológico, porém, além de afetar a ecdise, reduz o consumo de alimento, retarda o desenvolvimento, repele os adultos e reduz a postura nas áreas tratadas. Também tem maior ação por ingestão, de modo que os insetos mastigadores são mais facilmente afetados.
As espécies mais facilmente controladas são as lagartas, pulgões, cigarrinhas, besouros mastigadores. Resultados de pesquisa do IAPAR mostraram efeitos letais e deformidades em larvas e pupas de lagarta-do-cartucho do milho, curuquerê do algodoeiro, ácaros e bicho-mineiro, cochonilhas e redução de postura em bicho-mineiro, broca-do-café e mosca branca. Em testes com a joaninha, inimigo natural de pulgões, extratos de nim não causaram morte dos adultos e sua ação sobre as larvas foi mediana para uma espécie e inócua para outra, não reduzindo sua voracidade, o que comprova seu potencial para uso em associação com inimigos naturais contra as pragas.
O uso de folhas misturadas ao alimento do gado ou a aplicação de extratos das folhas ou sementes no dorso dos animais tem sido indicado para controle de carrapato e mosca do chifre. No Brasil se usam 5l de solução a 2% do óleo emulsionável ou 2,5-5% do extrato da folha, por animal. O óleo também pode ser encontrado na forma pour-on, indicando-se 10 ml/100kg peso vivo de animal.
Nos países onde o óleo é extraído também se prepara a pomada, feita com os resíduos da extração do óleo, que pode ser utilizada no controle de sarna em animais e outras infecções da pele.


Preparo de Extratos


Os extratos podem ser preparados com a simples trituração das sementes ou frutos frescos, em água, deixando-se a mistura descansar por 12 horas e filtrando-se o líquido e pulverizando-se sobre as áreas infestadas. O mesmo procedimento pode ser usado para folhas, frescas ou secas, embora a azadiractina aí ocorra em menor concentração.
O óleo inseticida é extraído pela prensagem das sementes, obtendo-se no máximo 47% de óleo,
que contém cerca de 10% da azadiractina existente no fruto. A torta restante é, pois, muito rica em azadiractina, tem efeito nematicida e serve como adubo orgânico. Pode, também, ser secada e
utilizada posteriormente para preparo de extratos inseticidas, em mistura com água e filtração.
Para se armazenar sementes para preparar o extrato posteriormente, os frutos devem ser colhidos, secos ao sol por dois a três dias, e mais uns dois dias à sombra por dois dias e despolpados manualmente em água ou utilizando-se despolpadeira com café. Deixa secar bem e armazena, de preferência a baixa temperatura. As sementes que serão plantadas podem ser preparadas da mesma forma.


Doses


Ainda não há informações detalhadas sobre doses específicas para cada inseto. Entretanto, de modo geral, as seguintes doses têm apresentado eficácia no controle principalmente de pragas de hortaliças:
* Óleo emulsionável: 5 ml/litro água
* Sementes secas: 30 a 40 g /litro água
* Folhas secas: 40 g a 50 g / litro água



Escrito por tomanoze às 10h44
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BIODIVERSIDADE

BIODIVERSIDADE OFERECE OPORTUNIDADE PARA CONTROLE BIOLOGICO

 

O interesse pelos programas de controle biológico de pragas tem crescido consideravelmente no mundo em função do novo direcionamento internacional da produção agrícola de favorecer a conservação e o uso sustentável dos recursos biológicos, requisitos básicos da Convenção da Biodiversidade.
Políticas internacionais demandam fortemente alternativas para os agrotóxicos, e a utilização de inimigos naturais de pragas é uma alternativa promissora.
O Brasil é um dos poucos países do mundo detentores da chamada megadiversidade biológica, ou seja, de ecossistemas importantes ainda íntegros.
Essa biodiversidade pode oferecer uma oportunidade ímpar para o controle biológico de pragas no país, como também, em outros países do mundo, com a identificação de novos organismos vivos com potencial de serem utilizados no controle biológico.
Os inimigos naturais são de grande importância para agricultura sustentável, e podem, freqüentemente, substituir ou reduzir a necessidade de utilização dos agrotóxicos, sendo um importante
componente no manejo ecológico de pragas. A tendência do uso do controle biológico de pragas é aumentar consideravelmente no âmbito global, atendendo às demandas internacionais na utilização de práticas agrícolas menos agressivas ao meio ambiente.
No Brasil o controle biológico é utilizado desde a década de 20, sempre com a atuação pioneira do Instituto Biológico.
O primeiro relato de controle natural foi feito em 1924, quando apareceu a chamada broca do café nas lavouras paulistas. O Instituto Biológico identificou a praga e trouxe o primeiro método de controle ecológico para o Brasil.
A vespinha de Uganda foi usada com sucesso no combate à broca do café.
Esse foi apenas o primeiro passo para a evolução do controle biológico no País.
Surgiram várias pesquisas e novos agentes de combate a pragas foram estudados. Hoje o Brasil tem importantes programas de controle biológico. Um dos projetos em destaque é o controle microbiano que representa uma área do controle biológico que trata da utilização de bactérias, vírus, fungos e nematóides no combate a pragas e doenças que atacam culturas de importância econômica, como a cana-de-açúcar.
Entre os agentes de controle microbiano de insetos que estão sendo utilizados no País destacam-se os fungos Metarhizium anisopliae, Beauveria bassiana e Sporothrix insectorum, os agentes de natureza viral Baculovirus anticarsia, Baculovirus erinnys e Baculovirus spodoptera e os produtos à base das bactérioas Bacillus thurigiensis e Bacillus sphaericus.
Bons resultados têm sido obtidos com o controle de cigarrinha da cana-de-açúcar com o fungo Metharizium anisopliae, em especial no nordeste do Brasil, onde o inseto ataca as folhas.
Em São Paulo, de acordo com o pesquisador do Instituto de Economia Agrícola Dr. Alceu Veiga Filho, a plena mecanização do processo produtivo da cana-de-açúcar, representa um avanço tecnológico essencial para a redução de custos. Porém, no processo de difusão existem algumas dificuldades, decorrentes da complexidade dos fatores envolvidos, que vão da necessidade de adoção de nova sistemática de planejamento da lavoura, adequando-a ao corte mecanizado, à restrição de solos aptos e à estratégia determinada pelas empresas produtoras das máquinas. Além disso, com a mudança radical na cultura por meio da eliminação de queimada da cana e da adoção do corte mecanizado, ocorre o aumento significativo da matéria orgânica depositada no solo, influenciando diretamente a ocorrência de pragas e doenças, tais como: Migdolus spp., cupins, formigas cortadeiras, cigarrinhas, fungos, bactérias, nematóides e plantas daninhas infestantes. O que reafirma a necessidade de pesquisas que possam aprimorar o controle biológico de pragas e doenças.
Segundo o Dr. José Eduardo Marcondes de Almeida, Pesquisador Científico, que atua no Laboratório de Controle Biológico em Campinas-SP, o ataque das ninfas e adultos da cigarrinha provoca danos visíveis à lavoura, com colmos de cana mais finos e até mortos, causando redução de até 60% de peso e, principalmente, do teor de sacarose, devido à contaminação por toxinas e microrganismos, provocando perdas na produção de açúcar e de álcool.
O Instituto Biológico aprimorou, também, a técnica para controle da cigarrinha das raízes de cana-de-açúcar em São Paulo.
O trabalho desenvolvido pelo Instituto permitiu a utilização de novas cepas do fungo, mais efetivas no controle do inseto e hoje é difundida para produtores, empresas interessadas na produção de formulações comerciais.

Segundo o Dr. Antonio Batista Filho, Diretor Geral do Instituto Biológico, o controle biológico com microrganismos é um dos principais componentes do manejo integrado de cigarrinhas. Por isso, o Instituto Biológico tem transferido, com apoio da FundAg, a tecnologia de multiplicação do fungo Metarhizum, utilizado no controle da cigarrinha em cana-de-açúcar, para o setor privado, viabilizando o estabelecimento de novos laboratórios de produção do fungo, além de acompanhar e monitorar a qualidade do produto final. Em, pelo menos, 160 mil hectares de cana-de-açúcar do Estado de São Paulo, já está sendo utilizado o controle de cigarrinhas, representando economia e redução de aplicação de defensivos químicos. A implantação do projeto reduziu em 3.238 toneladas o uso de produtos químicos no período de 2002/2003.
O custo médio de tratamento utilizando defensivos químicos é de R$160,00/ha.
O gasto com controle biológico cai para, apenas, R$40,00/ha, em média. Redução de R$ 120,00/ha.

A FundAg disponibilizará em maio vídeo técnico sobre o controle biológico de pragas e que detalha o controle da cigarrinha das raízes em cana-de-açúcar segundo a tecnologia estabelecida pelo Instituto Biológico. (FONTE IMFORMATIVA FUNDAG-www.fundag.br)



Escrito por tomanoze às 09h54
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CULTIVAR NAVELINA2004-CITRUS

 

Produção para a mesa

 

Uma em cada quatro laranjas produzidas no mundo pro­vém dos pomares brasileiros. No en­tanto, a maior parte da produção concentra-se no Estado de São Paulo e destina-se à produção de suco con­centrado congelado para exportação.

 

Em se tratando de frutas para consumo in natura, ainda existe um vasto mercado a ser ocupado pelos produtores, principalmente por aque­les localizados fora dos centros tradi­cionais de produção.

 

O primeiro passo antes de plan­tar consiste na escolha de uma culti­var que atenda às exigências do mercado. Nesse aspecto, o produtor deve buscar cultivares que proporcionem a produção de frutos com qualidade diferenciada em relação aos atualmente existentes nas feiras livres e gôndolas dos supermercados.

 

Há cinco anos, pesquisadores da Embrapa Clima Temperado vêm de­senvolvendo um trabalho de fomento da citricultura, atualmente dispon­do de material genético de algumas das principais cultivares de citros de mesa comercializadas no mundo: laranjas "Navelina", "Navelate", "Lane Late" e "Salustiana"; tangerinas "Cle­menules", "Marisol" e "Okitsu"; e hí­bridos "Nova" e "Ortanique".

 

Dentre as cultivares citadas, des­taca-se a "Navelina". Trata-se de uma laranja de umbigo originária da Cali­fórnia, Estados Unidos, tendo sido obtida por um processo natural de mutação. Foi descrita pela primeira vez em 1910, tendo recebido o nome de cultivar Smith's Early Navel. Em 1933, no Instituto Valenciano de Investigaciones Agrarias (IVIA), na Es­panha, foi denominada 'Navelina', em função das plantas apresentarem um porte menor do que as da cultivar "Washington Navel".

 

Atualmente, a "Navelina" vem sendo cultivada em larga escala na Espanha, Portugal, Marrocos, Austrália, Uruguai e Argentina, os quais são importantes produtores de citros de mesa. Em Portugal e no Marrocos, esta cultivar também é conhecida como "Dalmau".

 

As plantas da cv. Navelina são vigorosas, apresentando crescimen­to rápido sob adequadas condições de cultivo. A produção comercial inicia-se no terceiro ano, atingindo a capacidade máxima, geralmente, a partir do oitavo ano. As árvores apresentam tamanho médio e for­mato arredondado, contendo ramos com pequenos espinhos e folhas re­lativamente pequenas, com forma lanceolada, coloração verde-escura, pedolo curto e não alado. As flores são grandes comparativamente às outras cultivares de citros, não apre­sentando grãos de pólen e sacos em­brionários viáveis, o que proporcio­na o desenvolvimento de frutos partenocárpicos sem sementes.

 

Em se tratando de frutas para consumo in natura, ainda existe um vasto mercado a ser ocupado pelos produtores, principalmente por aqueles localizados fora dos centros tradicionais de produção.

 

Além do manejo nutricional, fitossanitário e de plantas daninhas habitualmente utilizado na produção de citros de mesa, recomenda-se a realização de uma poda anual com eliminação de parte dos ramos do interior das plantas

 

Os frutos da "Navelina" apre­sentam formato ovóide, tamanho médio a grande, com peso entre 180 e 250 g, em função do manejo adotado. Os frutos são ligeiramen­te achatados na porção distal, onde ocorre a formação de um umbigo externamente pequeno, mas bastan­te desenvolvido internamente. A cas­ca dos frutos é lisa e relativamente fina, com coloração alaranjada intensa nas condições climáticas do Rio Grande do Sul e em regiões de clima ameno de outros Estados. A polpa apresenta um sabor bastante agradá­vel, com suco abundante (média de 48% do peso do fruto) e com boa re­lação entre açúcares e acidez, aliado ao fato de não apresentar sementes. Desta forma, os frutos apresentam excelente qualidade e conseqüente valor comercial elevado.

 

Quanto às limitações da cultivar, deve-se destacar:

  • a) Sensibilidade dos frutos a ventos fortes e constantes, que podem causar pequenas lesões na cas­ca sem comprometer a qualidade inter­na;
  • b) Os frutos não são indicados para a produção de suco;
  • c) Suscetibilidade da cultivar ao cancro cítrico, devendo-­se tomar os devidos cuidados, para evi­tar a entrada do patógeno no pomar.

 

Para o plantio, recomenda-se que sejam utilizadas mudas certificadas pro­duzidas em viveiros-telado. A Embra­pa Clima Temperado dispõe de borbu­lhas certificadas para fornecimento aos viveiristas interessados em produzir mudas dessa cultivar.

 

CUSTOS E BENEFICIOS

 

O custo de implantação de um pomar de "Navelina" é de aproximadamente R$ 6.000,00 por hectare e o anual de manutenção é de R$ 2.000,00, sem considerar os gastos com a colhei­ta. Dependendo da região e da qualidade da fruta, os produtores têm conseguido um preço entre R$ 0,50 a R$ 1,20 por kg de fru­ta, consistindo, desta forma, em um negócio altamente rentável.

 

Em função do porte mediano das plantas, recomenda-se um espaçamen­to de 5,5 m x 4 m, com uma densidade média de 450 plantas por hectare, sem considerar as áreas ocupadas por quebra-ventos.

 

Em relação aos tratos culturais, além do manejo nutricional, fitossani­tário e de plantas daninhas habitualmente utilizado na produção de citros de mesa, recomenda-se a realização de uma poda anual com eliminação de parte dos ramos do interior das plantas. Isto deve ser realizado em razão da cultivar Navelina apresentar uma tendência de produção dos frutos na parte externa da copa das árvores.

 

A maturação dos frutos é precoce. No Rio Grande do Sul, a colheita é re­alizada de maio a junho, podendo ser antecipada ou retardada em função das temperaturas médias da região. Em São Paulo e no Paraná, onde as temperatu­ras médias são superiores, a colheita ocorre de março a maio. Os frutos colhidos podem ser disponibilizados ime­diatamente no mercado ou serem conservados por mais de um mês sob refri­geração. Sob condições adequadas de cultivo, a produção pode chegar a 40 toneladas por hectare, a partir do oita­vo ano.

 

Roberto Pedroso de Oliveira, Walkyria Bueno Scivittaro e Bonifácio Hideyuki Nakasu, Embrapa Clima Temperado

 

Fonte: Revista Cultivar HF - Junho - Julho 2004



Escrito por tomanoze às 22h25
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50 PERGUNTAS E 50 REPOSTAS SOBRE CITRICULTURA

 

13

COLHEITA

 

48. Ao se processar a colheita, quais os aspectos do fruto devem ser considerados?

Devem ser levados em conta três aspectos: a cor da casca, o teor de suco e a relação entre acidez e açúcares. Os padrões de qualidade normalmente estabelecem um teor de suco ideal em torno de 50%, enquanto a relação acidez - açúcares ótima situa-se entre 1:11 e 1:14.

49. Quais os equipamentos que devem ser utilizados na prática de colheita e transporte dos citros para evitar danos aos frutos?

  1. sacolas de colheita, com capacidade para 20 kg, feita de lona, com fundo falso fechado por ganchos e correias, de modo a permitir a retirada por baixo, sem danificar os frutos;
  2. escada confeccionada com madeira leve e arredondada, que se possa apoiar nas árvores sem danificar os ramos da planta;
  3. cestos ou caixas plásticas, com capacidade para 27 kg;
  4. tesoura ou alicate de colheita, dotado de lâminas curtas e pontas redondas, especialmente recomendado para a coleta de tangerina.

50. Quais os erros mais comuns praticados pelos produtores durante a colheita?

  1. a retirada dos frutos com auxílio de varas ou ganchos, prática que não só pode estragar a laranja, como também causar ferimentos nas plantas e derrubada excessiva de folhas, flores e frutos verdes não comercializáveis;
  2. coleta de frutos molhados ou orvalhos, facilitando o aparecimento de manchas, doenças ou podridões;
  3. derrubada diretamente no solo, provocando lesões e machucados . Embora imperceptível à primeira vista, os grãos de areia costumam ferir a casca permitindo a penetração de fungos;
  4. coleta de frutos em diferentes estágios de maturação pratica que prejudica a colocação do produto no mercado "in natura" e reduz a qualidade do suco industrializado;
  5. exposição excessiva ao sol, provocando queima da casca e alteração no sabor.

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Escrito por tomanoze às 22h17
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50 PERGUNTAS E 50 RESPOSTAS SOBRE CITRICULTURA IV.IV

 

39. Como devo controlar a broca da laranjeira?

O controle químico da larva deve ser feito após localizar-se , na planta, o orifício de onde a serragem está sendo expelida e faz-se a opção por um dos seguintes métodos:

a) com o auxílio de um arame, atinge-se a larva no interior da galeria;

b) utilizando-se uma seringa, injeta-se querosene ou um inseticida fosforado no orifício, fechando-o em seguida com cera de abelha ou sabão em barra;

c) introduz-se no orifício 2 a 3 gramas de gastoxim pasta (sulfeto de alumínio). Controle do adulto com uso de planta armadilha - no período de janeiro a junho, efetua-se a coleta manual do besouro (2 a 3 vezes por semana), sobre a planta armadilha maria preta", Cordia curassavica. A maria preta deve ser plantada num espaçamento de 100 a 150m, de preferência no contorno do pomar e em local não sombreado. É importante que esta operação seja iniciada logo que apareçam os primeiros besouros nas plantas armadilhas, isto ocorre no mês de janeiro/fevereiro.

40. Qual a importância econômica da escama farinha? Vale a pena controlar?

Causa danos mais elevados em pomares novos; de até dois a três anos de idade. O controle deve ser feito marcando as plantas infestadas e pulverizando tronco e ramos com óleo mineral em mistura com um inseticida(Triona + Methidation) ou outro fosforado.

41. Devo controlar a Mosca-das frutas na cultura dos citros ?

Caso se faça o monitoramento por armadilha adotar o índice MAD - mosca/armadilha/dia. Quando o MAD (médio) for igual a um, inicia-se o controle utilizando isca tóxica. Que é aspergida com uma brocha de parede, pulverizador costal com bico de leque (para herbicida) ou pulverizador tratorizado adaptado de forma que sejam aplicados cerca de 100 a 200 ml da calda de 1m2 da copa das árvores em ruas alternadas. O tratamento deve ter início antes da maturação dos frutos, e de acordo com o índice MAD. Inseticidas recomendados para a confecção da isca: malathion (150 a 200 ml / 100 l d'água) ou trichorfon (150 a 200 ml /100 l d'água) mais o atrativo (melaço de cana a 7 % ou hidrolizado de proteína a 5 %.

Controle biológico - O controle biológico das moscas-das-frutas pode ser efetuado em escala comercial mediante a criação massal e liberação de parasitóides (vespinhas que parasitam a larva da praga no interior do fruto. A tecnologia está disponível no Brasil, entretanto, esse processo depende da instalação de uma complexo industrial, denominado de biofábrica. O projeto para instalação desta biofábrica encontra-se em tramitação no Ministério da Agricultura e Pecuária frutos caídos devem ser recolhidos e enterrados. Esta medida contribuirá para a redução do ataque da mosca no pomar de cítros.

42. Porque o ácaro vermelho é chamado também de ácaro da leprose dos citros?

Porque este ácaro é o agente transmissor de uma doença de vírus chamada leprose. Ataca folhas, ramos e frutos, provocando lesões extensas e profundas nesses órgãos da planta. Nos frutos, as manchas são depressivas, concêntricas e de coloração marrom, prejudicando a aparência externa, que reduz drasticamente o seu valor comercial, além de afetar a produtividade da planta. Nas regiões Norte e Nordeste do Brasil a leprose está pouco disseminada justificando assim o controle eficiente dos focos da doença.

Controle - nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, o controle preventivo deve merecer prioridade, ou seja, evitar a introdução de mudas e/ou borbulhas provenientes de locais onde a doença é endêmica. Identificando-se a presença de focos iniciais da doença, deve ser efetuado a sua erradicação visando impedir a sua disseminação. Utilizar os produtos recomendados para o ácaro da ferrugem.

NEMATÓIDES

43. Quais os principais gêneros e espécies de nematóides observados na rizosfera do citros?

Vários gêneros de nematóides já foram observados na rizosfera do citros, destacando-se Tylenchulus semipenetrans, Pratylenchus sp, Pratylenchus coffeae, Pratylenchus brachyurus, Pratylenchus vulnus, Radopholus citri, Radopholus similis, Belonolaimus longicaudatus, Meloidogyne sp., Meloidogyne incognita, M. javanica, M. arenaria, Xiphinema brevicola, X. index, Trichodorus sp., Paratrichodorus sp., Paratrichodorus lobatus, P. minor, Hemicycliophora sp., Hemicycliophora arenaria, Hemicycliophora nudata.

44. Quais são alguns sintomas e sinais que auxiliam no diagnóstico de ocorrência de fitonematóides na cultura de citros?

Sintomas: Na parte aérea, pode ocorrer clorose foliar, diminuição no tamanho das plantas (nanismo) e menor produção de frutos. No sistema radicular, depauperamento das raízes, deformações e em estágios mais avançados, a planta não tem sustentação. Nos horários mais quentes do dia, as plantas também podem apresentar murcha, mesmo na presença de água. Pode ocorrer descoloração e queda das folhas e prolongamento do estádio vegetativo.

Sinais: depauperamento das raízes acompanhado de necroses, menor volume radicular, presença de galhas que se diferencias de nódulos de bactéria de fixação de nitrogênio; nodulações em raízes; raízes lisas, como que estivessem sido lavadas, sem as radicelas ou pelos radiculares.

45. Quais os cuidados que se deve ter para evitar a disseminação por meio de equipamentos, máquinas agrícolas e pelo transeuntes (sapatos)?

Deve evitar a utilização de máquinas agrícolas vindas de áreas contaminadas por nematóides. Deve ser feito na propriedade pé-dilúvio e rodo-lúvio para desinfeção de calçados e máquinas em trânsito. Deve-se fiscalizar a entrada e saída de equipamentos utilizados nos tratos culturais e não deve ser permitido transito de pessoas e equipamentos não autorizadas na área.

46. Como o produtor de citros deve fazer para controlar fitonematóides antes de seu plantio?

Efetuar a análise dos solos, de acordo comas recomendações para amostragem de solos, com pelo menos um mês de antecedência. Após resultados da análise nematológica dos solos, utilizar somente mudas certificadas, isentas de fitonematóides. Efetuar o monitoramento da população de possíveis fitonematóides na área de produção. Iniciar os tratos culturais pelas áreas mais vigorosas, deixando as de menor vigor e porte por último. Limpar os equipamentos sempre que mudar de uma área limpa e vigorosa para uma área suspeita e vice-versa.

47 . Quais os nematicidas mais utilizados?

Devido a restrições constante ao uso de produtos químicos, que podem deixar resíduos ao meio ambiente, causando grande impacto ao ambiente, e devido muitas vezes o produto não ser encontrado no mercado ou, não ter registro para a cultura, recomenda-se consultar um agrônomo credenciado para efetuar a utilização de nematicida.

 



Escrito por tomanoze às 22h15
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50 PERGUNTAS E 50 RESPOSTAS SOBRE CITRICULTURA IV.III

 

28. Quais as medidas de controle mais eficientes para a CVC?

Como ainda não existe uma única medida de controle eficiente, é necessário que as recomendações a seguir sejam consideradas em conjunto para uma possível convivência com a doença. Estas medidas visam impedir a entrada da CVC em áreas sem a doença, diminuir os seus efeitos, dificultar a sua disseminação no pomar e selecionar plantas para estudos de resistência.

- plantio de mudas sadias adquiridas em viveiros registrados, evitando a comercialização de mudas provenientes de regiões contaminadas.

- manter o pomar com as ruas limpas e o mato baixo nas entrelinhas;

- realizar inspeções periódicas nos pomares para determinar a presença de cigarrinhas e focos iniciais da doença. Plantas com menos de quatro anos com frutos pequenos, tornam-se irrecuperáveis;

- efetuar poda de ramos, cerca de 50 e 70 centímetros à partir da última folha inferior com sintomas. A poda visa diminuir o potencial de inóculo e deve ser feita quando o pomar está sob controle para detecção dos focos iniciais;

- nos viveiros, utilizar inseticidas, com aplicação quinzenal, no período em que as plantas estiverem emitindo novas brotações;

- os viveiros devem ser instalados cerca de 200 metros dos pomares cítricos;

- procurar nos pomares afetados, plantas de elite, remanescentes e sem sintomas, com bom aspecto vegetativo. Comunicar imediatamente aos órgãos de pesquisas, para multiplicação e estudo do potencial de resistência dessas plantas.

29. Quem é o causador do cancro cítrico?

Cancro cítrico é uma doença causada pela bactéria Xhantomonas axonopodis pv. citri que provoca lesões nas folhas, frutos e ramos e, consequentemente queda de folhas frutos e de produção. É uma doença de difícil controle e responsável pela erradicação de milhares de plantas em São Paulo e Minas Gerais. Ainda não foi relatada no Nordeste.

DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS

30. Quais são as principais doenças causadas por vírus? Elas podem ser controladas?

As principais doenças causadas por vírus e viróides são: Tristeza, Sorose, Exocorte e Xiloporose. A exceção da tristeza que é transmitida pelo pulgão preto, as demais somente são transmitidas por borbulhas ou instrumento de trabalho. Para estas, cuidados no manuseio das ferramentas e obtenção de borbulhas sadias, representam um excelente meio de controle. Para a tristeza, além destes métodos, as plantas devem ser premunizadas com estirpes fracas do vírus para evitar uma recontaminação.

31. O que é pre-imunização?

Pre-imunização é a proteção que dá a uma planta, colocando-se nela um vírus fraco, que ocupa os seus tecidos sem causar-lhe danos e impedindo uma infecção por outros vírus que possam fazer-lhe mal.

32. O que causa a morte súbita dos citros e como posso identificar os seus sintomas?

Até agora não se sabe. Alguns fatos observados no quadro sintomatológico indicam que a doença seja causada por um organismo vivo, possivelmente um vírus.

Os primeiros sintomas observados são a perda generalizada do brilho das folhas, seguido de ligeira desfolha, com poucas brotações externas e sem brotações 9internas na copa das plantas. A característica mais notável é a coloração amarelada nos tecidos interno da casca do porta-enxerto. Os vasos condutores de seiva ficam obstruídos, afetando o sistema radicular que apresenta várias raízes mortas. Com a morte das raízes a planta entra em colapso e morre subitamente.

33. Já existe algum método de controle para a morte súbita dos Citros?

Até que se possa afirmar o que causa a morte súbita dos citros, alguns cuidados devem ser tomados para evitar a sua disseminação

  • Não formar pomares sobre lmão 'Cravo' na área afetada;
  • Não transportar material propagativo (borbulhas e mudas) para fora das áreas afetadas;
  • Nas regiões afetadas pela MSC fazer subenxertias das árvores em limão 'Cravo' com porta-enxertos de tangerina 'Cleópatra' ou Sunki';
  • Produzir mudas sobre diferentes porta-enxertos tolerantes, em regime de proteção com tela antiafídeos;
  • Notificar a algum órgão oficial assim que descobrir sintomas do MSC.

PRAGAS

34. Existem pragas primária e secundárias? Como posso separar uma da outra?

Existe sim. Pragas primárias - são aquelas que ocorrem todos os anos, em altas populações, provocando danos econômicos e por isso requer medidas de controle. O ácaro da ferrugem, a ortézia a larva minadora (em viveiro ou pomar novo), a cochonilha escama farinha e broca do tronco, são consideradas pragas primárias. As pragas secundárias são aquelas que ocorrem em baixas populações, raramente causam danos econômicos e por isso raramente exigem medidas de controle. As moscas-das-frutas, mosca branca, Aleurothrixus floccosus; pulgão preto,Toxoptera citricidus cochonilhas verde Coccus viridis e cabeça de prego Chrysomphalus ficus; são classificadas como secundárias.

35. Como posso controlar o ácaro da ferrugem? Existe controle biológico?

Antes de decidir pelo controle químico, é necessário avaliar, quinzenalmente, a população da praga no período de outubro a dezembro. Para cada talhão de 2.000 plantas, escolhem-se ao acaso 20 plantas, amostrando-se, com auxílio de uma lupa (10x), 3 frutos por planta, anotando-se o número de ácaros encontrado por fruto em uma única visada (1 cm2).

Quando a infestação média alcançar 30 ácaros por cm2 de fruto, deve ser iniciado o controle químico. Alguns produtos indicados: abamectin, dicofol, quinomethionate, enxofre, a mitraz. Recomenda-se a alternância dos produtos em uma mesma safra. Adotando-se a amostragem, é possível obter "frutos limpos" com uma a duas pulverizações por safra.

O ácaro benéfico o Iphiseiodes zuluagai é o mais importante no controle biológico do ácaro da ferrugem. Dentre os fungos benéficos, o Hirsutella thompsonii é o mais eficiente no controle biológico natural. A manutenção da vegetação nas entrelinhas e o uso de leguminosas favorece a atuação dos inimigos naturais das pragas.

36. Qual a cochonilha que causa mais problemas à planta de citros?

Dentre as cochonilhas que atacam as plantas cítricas, a ortezia é a que causa os maiores prejuízos. O inseto suga a seiva da planta, injeta toxinas e provoca o aparecimento da fumagina (fuligem que recobre folhas, frutos e ramos).

A ortézia ataca em focos ou reboleiras. É grande o número de plantas ornamentais e cultivadas que servem de hospedeiros da praga, inclusive as ervas daninhas presentes no pomar cítrico.

37. Como se controla a ortézia?

Por se tratar de uma praga de difícil controle e de custo elevado, é necessário fazer inspeção periódica (mensalmente). Uma vez localizado o foco de ataque, as plantas infestadas devem ser marcadas visando o controle químico antes haja a disseminação dentro do pomar.

As plantas marcadas devem receber o seguinte tratamento:

a) efetuar a capina em torno das mesmas, retirando todo o mato capinado;

b) fazer a poda dos ramos mais infestados e dos ramos secos e queimá-los ou enterrá-los;

c) efetuar o controle químico em pulverização ou com inseticida sistêmico granulado no solo;

d) fazer adubação (orgânica e mineral) visando fortalecer a planta.

e) repetir a operação dois meses após, se necessário.

Controle químico - Por se tratar de um inseto sugador de seiva, deve ser dado preferência aos inseticidas sistêmicos. Alguns produtos como dimethoato (75 a 125 ml / 100 l d' água); acefato (120 a 150 g / 100 l d' água) ; aldicarb (40 a 80 g / planta), são indicados.

Controle biológico - No período mais úmido (maio a agosto) insetos e fungos benéficos reduzem significativamente a população da ortézia. Dentre os insetos destacam-se os coccinelídeos (joaninhas). O fungo Cladosporium cladosporioides, na concentração de 300.00 esporos por ml, em associação com os inseticidas triflumuron, methamidophos e diflubenzuron controla eficientemente a praga. Dentre os coccinelídeos (joaninhas) nativos destacam-se a Pentilia egena, Zagreus bimaculosus, Hyperaspis silvestrii e Diomus sp. O caracol rajado (Oxystila pulchella) efetua controle significativo da ortézia.

38. Devo pulverizar o meu pomar contra a larva minadora?

A larva minadora causa os maiores prejuízos em viveiros e em pomares novos devido ao ataque às folhas novas e brotações. As folhas fortemente atacadas secam, resultando em redução da produção, e no crescimento normal da planta cítrica.

O controle químico só é recomendado- quando se trata de viveiro ou pomar recém-instalado. Os produtos de maior eficiência são: lufenoron , abamectin e imidacloprid . Em pomares adultos, o controle químico é desaconselhável , face a eficiência relativamente alta dos inimigos naturais.

Controle biológico - A espécie Ageniaspis citricola é a que apresenta maior eficiência, alcançando um controle que varia de 60 a 80%. Esta espécie está sendo criada e liberada em pomares do Estado da Bahia no Programa PIC - Produção Integrada de Citros.



Escrito por tomanoze às 22h14
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50 PERGUNTAS E 50 RESPOSTAS SORE CITRICULTURA IV.II

 

20. As minhas plantas estão amareladas de um só lado, mas o tronco e as raízes estão sadias. Nota-se uma lesão na forquilha do tronco principal e nas forquilhas dos ramos menores. O que será?

Pelos sintomas descritos, trata-se da doença Rubelose que é causada pelo fungo Corticium salmonicolor A doença afeta, principalmente, as tangerinas, limas doces e pomelos, provocando a morte dos ramos com o aparecimento de lesões que, geralmente, se iniciam nas forquilhas dos ramos principais. Nesses lugares o teor de umidade é maior favorecendo o desenvolvimento do que em certas situações chega a ser visto a olho nu como um revestimento esbranquiçado, brilhante sobre o tecido apodrecido da casca. Correspondente à lesão, as folhas da copa tornam-se amareladas, porem persistem por muito tempo na planta. Com a morte da casca os ramos apresentam fendilhamentos e descamações.

Para diminuir a incidência da Rubelose recomendam-se as seguintes medidas: melhorar as condições de aeração da planta por meio de poda de ramos secos, improdutivos e mal posicionados (a operação deve ser realizada após a colheita principal); cortar os ramos atingidos cerca de 30 cm abaixo da margem inferior das lesões; pincelar o corte dos troncos e ramos principais, especialmente as forquilhas com uma pasta cúprica; destruir pelo fogo todo o material podado.

Em regiões com temperaturas amenas e alto teor de umidade ou quando a incidência da doença causa danos econômicos, recomenda-se um monitoramento no pomar para definir o início das infecções. Definido este período, deve-se aplicar em pulverização sobre as plantas, principalmente nas zonas de forquilhas, Chlorotalonil na dosagem de 300g/100 L de água, aproximadamente 45 dias antes deste período estabelecido, em 3 pulverizações, obedecendo um intervalo de 15 dias.

21. Fumagina é uma doença que prejudica o citros? Quem causa a Fumagina e quais os seus sintomas?

Na verdade o revestimento preto que recobre folhas, ramos e até mesmo frutos cítricos, causa apenas uma diminuição na fotossíntese da planta, sem contudo causar prejuízos importantes, o que é feito por cochonilhas, pulgões e outros insetos que vivem conjuntamente a com a fumagina. A doença é causada por fungos de revestimento do gênero Capnodium que produzem uma capa espessa, semelhante a fuligem que recobre folhas ramos e frutos. Uma poda de limpeza e o controle dos insetos são recomendações de controle.

22. Qual a diferença entre calda bordaleza, pasta bordaleza e calda sulfocálcica?

A Calda Bordaleza é uma calda composta de cal virgem 1 quilo, sulfato de cobre 1 quilo em água 100 litros. A calda sulfocálcica é composta de cal virgem 12,5 quilos, flor de enxofre 25 quilos em 100 litros de água. Na aplicação de ambas devem ser observados cuidados para que no final as mesmas não fiquem ácidas e não sejam aplicadas em horários muito quentes do dia

A pasta bordaleza é preparada misturando-se 1 quilo de sulfato de cobre, 1 quilo de cal virgem em 10 litros de água e deve ser usada em pincelamentos de troncos e ramos, não devendo ser pulverizada.

23. Quais os sintomas da melanose ? Quem causa a melanose em citros? Como deve ser feito o controle da melanose em citros?

Esta doença torna-se importante em pomares cuja produção destina-se ao mercado de fruta fresca. Visto que o controle torna-se muito difícil, pois o fungo penetra nos frutos quando eles estão do tamanho de uma azeitona, sem apresentar nenhum sintoma que só vão aparecer quando o fruto está madurando e o controle não mais pode ser realizado

A poda de ramos secos é uma importante medida de controle reduzindo os focos de infeção, pois o fungo sobrevive de uma estação para outra nestes ramos. As pulverizações preventivas devem ser feitas com benomyl alternado com produtos cúpricos quando os frutos estiverem do tamanho de uma azeitona.

24. Existe algum controle para a podridão estilar do limão Taiti?

A podridão estilar da lima ácida "Taiti" é uma desordem fisiológica que se manifesta na pós colheita e ocorre em frutos maduros ou muito próximos da maturação. O descarte e a perda de frutos em certas regiões chega a 40% nos meses mais quentes. Os sintomas decorrem do rompimento das vesículas de suco, localizadas na periferia dos lóculos dos frutos. O suco liberado invade a casca pelo eixo central, causando a podridão dos tecidos e formando, inicialmente uma pequena lesão de coloração parda, situada na parte estilar, que expande--se em seguida, ocupando uma grande área do fruto.

Como medidas preventivas de controle recomenda-se colher os frutos com cerca de 50 mm de diâmetro, antes da completa maturação e após a colheita, manter os frutos à sombra, borrifando-os periodicamente com água para manter uma baixa temperatura.

25. Quem é o causador do "declínio" dos citros? Quais os sintomas do "declínio?

O declínio dos citros é uma anormalidade que acontece na planta cítrica, ainda de causa desconhecida. Apesar dos citros apresentarem declínios causados pela idade, estresse hídrico, doenças de raízes e troncos, este tipo de declínio apresenta sintomas particulares como entupimento dos vasos condutores de seiva, acúmulo de zinco nos tecidos da casca, paralisação do crescimento, murchamento das folhas, morte da copa com brotação intensa do porta-enxerto e brotação intensa no meio da copa com os ramos crescendo para cima e formando um ângulo reto. Ainda não existe controle para o mal.

26. Meu pomar está cheio de umas crostas vermelhas nas folhas. Parece que não causa problemas, mas a infestação é grande. Quais os benefícios do fungo vermelho para a lavoura cítrica?

O fungo vermelho é um fungo benéfico que tem o nome de Aschersonia e age sobre insetos pragas dos citros. O aparecimento de folhas com um número muito grande deste fungo, não deve ser pulverizado indiscriminadamente e sim baseado num programa de manejo integrado de pragas.

DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS

27. Quem causa a clorose variegada dos citros Ela é o mesmo que o amarelinho?

Sim, a Clorose variegada dos citros, ou amarelinho é causada por uma bactéria sistêmica denominada Xilella fastidiosa, que habita o lenho das plantas.

Inicialmente, foi considerada uma nova anormalidade das plantas cítricas, recebendo a denominação de Amarelinho-dos-citros, todavia, após observações mais cuidadosas sobre a sintomatologia passou a ser chamada de "Clorose Variegada dos Citros - CVC".

A disseminação da doença se dá por meio de insetos, como as cigarrinhas. A dispersão da bactéria para médias e longas distâncias de um foco inicial é feita através de mudas infectadas e enxertos.



Escrito por tomanoze às 22h12
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50 PERGUNTAS E 50 RESPOSTAS SOBRE CITRICULTURA IV.I

 

12

TRATOS FITOSSANITÁRIOS

 

DOENÇAS CAUSADAS POR FUNGOS

17. Quais os sintomas de uma planta cítrica infectada pela gomose e quais as medidas de controle que o citricultor deve tomar para evitar a gomose em viveiros e pomares?

Os sintomas podem variar dependendo da espécie ou cultivar de citros, da idade da planta, dos órgãos onde ocorre o ataque ou das condições ambientais prevalecentes. Em viveiros, o fungo pode atacar os tecidos da região do colo das plantinhas, com lesões deprimidas de cor escura que aumentam de tamanho e acabam provocando a morte das mudas. O fungo pode ainda infectar sementes e causar podridões antes mesmo da germinação.

Em pomares o ataque do fungo pode ocorrer tanto acima quanto abaixo da superfície do solo. Quando eles aparecem abaixo ou ao nível da superfície os sintomas são pouco precisos e incluem: podridão de raízes e radicelas, exsudação de goma, morte das camadas mais internas do lenho. Quando o ataque do fungo se dá na região do colo ou acima da sua superfície os sintomas incluem: exsudação de goma, escurecimento dos tecidos localizados abaixo da casca, sintomas reflexos da parte aérea, como clorose intensa das folhas correspondendo a face do tronco ou das raízes principais onde ocorrem as lesões. Os frutos mais próximos ao solo podem ser contaminados apresentando podridão seca de coloração marrom-parda que apresentam forte cheiro acre.

As medidas de controle devem ser preventivas ou curativas: Para diminuir a incidência em viveiros recomendam-se as seguintes medidas: desinfestar o solo, tratar as sementes com fungicidas ou com calor (10 minutos a temperatura de 51,7ºC); tratar a água de irrigação com sulfato de cobre 20ppm); evitar adulações nitrogenadas pesadas; pulverizar periodicamente as mudas com fungicidas (Fosetyl-Al); colocar no solo da sementeira entre as linhas o fungicida Metalaxyl na formulação granulada; não repetir o viveiro na mesma área. As plantas adquirem resistência após a formação das folhas definitivas e a maturação dos tecidos.

Como medidas preventivas recomenda-se principalmente inspeções regulares nas plantas do pomar, examinando a região da base do tronco (em todo o pomar) e raízes laterais principais (nas plantas da área foco). Utilizar porta-enxertos que apresentem alguma resistência aos fungos (Tangerina Sunki, Citranges, Citrumelos e Poncirus trifoliata) ; evitar solos pesados e mal drenados; enxertar as plantas a uma altura de 30 a 40 cm do solo; evitar o acúmulo de umidade e detritos junto ao colo das plantas; evitar adubações nitrogenadas pesadas e presença de esterco e terra, amontoados junto ao colo; podar os galhos inferiores a 80 cm evitando, principalmente a podridão de frutos; pincelar o tronco e a base do ramo com um fungicida preventivo ou pasta bordaleza antes do início da estação chuvosa; evitar ferimentos durante os tratos culturais;

No pomar, como tratamento curativo recomenda-se o pincelamento dos troncos com pasta bordaleza (1:1:10) ou fosetyl-Al (4,8g i.a./L) após a cirurgia localizada para retirar os tecidos lesionados, pulverização da copa com o mesmo produto na dosagem de 2g i.a./L, combinando-se esse tratamento com a aplicação no solo de Metalaxil (60g./planta adulta). As aplicações em número de 3 devem ser feitas no início e durante o período chuvoso do ano, quando as condições ambientais são mais favoráveis ao fungo.

18. Existe mais de um agente causal do estiolamento das sementeiras? Como controlar cada uma deles?

Esta é considerada a principal doença de sementeiras. Ela pode ser causada pelos fungos Rhizoctonia solani, Pythium aphanidermatum, Phytophthora citrophthora, P. nicotianae var. parasitica ou Fusarium spp. A maioria das sementes apodrecem e não germinam. As que conseguem germinar formam plantinhas com folhas amareladas, murchas, seguindo-se um apodrecimento na região do colo, próximo à linha do solo, provocando seu tombamento e morte

Como medidas preventivas, recomenda-se, em caso das sementeiras serem feitas no solo, a desinfestação com Dazomet na dosagem de 2,5 kg por 100 m2. Neste caso deve-se esperar por um período de 3 a 6 meses antes de se fazer a semeadura. As sementes devem ser tratadas pelo calor submetendo-as a 51 oC-52 oC durante 10 minutos ou pelo tratamento químico com apron 3 gramas por quilo de sementes ou captan, 4 g/k se sementes. Como tratamento preventivo do solo para preparo de mudas em vasos, recomenda-se o uso de Quintozene na base de 400g/m3 de solo.

Em caso do ataque ser pós-emergente e ocasionado pelo fungo Rhizoctonia usam-se produtos à base de PCNB na dosagem de 300g para 100 l de água, aplicando-se 2 litros por metro quadrado de canteiro. Caso o ataque seja ocasionado por Pythium ou Phytophthora usar Fosetyl-Al na dosagem de 250g/100 l de água pulverizando as plantinhas até o ponto de escorrimento. Em ambos os casos as plantinhas doentes devem ser retiradas da sementeira. O controle biológico de Rhizoctonia e Phytophthora pode ser feito utilizando um fungo benéfico denominado Trichoderma, que já está formulado como fungicida biológico.

Os agentes da doença causam sintomas muito semelhantes sendo conveniente enviar as partes da plantinha afetada para um laboratório com atendimento em clínica fitopatológica a fim de que se estabeleça um programa eficiente de controle.

19. Queda prematura de frutinhos, estrelinha ou podridão floral é a mesma doença? O que fazer para controlar?

A podridão floral, queda prematura dos frutos ou estrelinha é a mesma doença e apresenta os seguintes sintomas: Em flores infectadas, os primeiros sintomas aparecem, na flor tipo palito de fósforo, cotonete ou nas pétalas, sob a forma de lesões encharcadas de coloração alaranjada. Após o florescimento, os frutinhos recem-formados amarelecem, destacam-se da base do pedúnculo e caem, deixando os discos basais, os cálices e as sépalas aderidos. Os cálices continuam crescendo, transformando-se numa estrutura dilatada, com as sépalas salientes, semelhantes a estrelas daí a denominação da doença de "estrelinha". Essas estruturas permanecem secas e aderidas aos ramos por muito tempo prejudicando a próxima florada. As vezes os frutos não chegam a cair, porem, afetados pela doença, permanecem desenvolvendo-se deformados, e pequenos, menores que 1 cm de diâmetro.

É preciso não confundir a doença com o peco fisiológico que apresenta sintomas semelhantes. No peco fisiológico os frutos caem por falta de nutrição, excesso de floração, períodos de seca, seguidos por períodos de intensa molhação ou umidade. Nestes casos o frutinho cai, levando consigo todas as suas partes, desde o pedúnculo até o suporte onde está inserido.

O controle não é muito fácil depois da doença instalada. Deve-se monitorar o pomar semanalmente observando o surgimento da doença na fase de palito de fósforo. Quando 5% das flores tiverem o sintoma deve-se iniciar o controle químico da doença com produtos a base de benomyl intercalados com cúpricos ou carbamatos, obedecendo um esquema de controle que proteja a flor desde a fase palito de fósforo até o fruto no tamanho bola de ping-pong.

Em áreas irrigadas por aspersão, as pulverizações devem ser noturnas, para evitar um período prolongado de umidade que poder-se-ia somar com a umidade do orvalho, caso as pulverizações fossem feitas durante o dia. Para algumas variedades, a irrigação também pode ser como uma opção de controle, desde que seja usada como forma de antecipar a floração, fugindo do período normal de floração que coincida com prolongados períodos de chuva, seguidos de alta umidade relativa.



Escrito por tomanoze às 22h11
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50 PERGUNTAS E 50 RESPOSTAS SOBRE CITRICULTURA II

 

7

PORTA-ENXERTOS

 

7 . Qual o porta-enxerto mais indicado para a cultura dos Citros?

A fim de contornar os riscos quando são adotados porta-enxertos pouco conhecidos ou de indicação recente de trabalhos experimentais, é aconselhável diversificar as combinações utilizando-se porta-enxertos tradicionais, acompanhados, em menor escala, desses menos conhecidos. Os mais recomendados encontram-se no quadro abaixo.

Cultivares copa

Cultivares porta-enxerto

Laranjeira Baianinha

Limoeiros Rugoso da Flórida,

Rugoso da Flórida FM e

Cravo

Laranjeira Bahia

Limoeiros Cravo, Rugoso Nacional, Estes,

Mazoe e Flórida, Citrange Carrizo e 

tangelo Orlando

Laranja Pera

Tangerineira Cleópatra,

Limoeiro Cravo, Tangerinas Sunki,

Swatow e Oneco

Laranja Natal

Limoeiros Rugoso da Flórida FM, 

Rugoso da Flórida e Cravo

Laranja Lima

Limoeiro Cravo

Lima da Pérsia

Limoeiro Cravo

Lima ácida Tahiti

Limoeiros Cravo e Volkameriano,

 citrumelo Swingle e tangerineira Cleópatra

 

8

MUDA CÍTRICA

 

8 . Existem normas para que se obtenha uma muda padronizada?

Sim. As normas para produção de mudas cítricas estabelecem que elas devem ser podadas, quando maduras, a 40-50cm do solo no caso de tangerineiras e 50-60cm quando forem laranjeiras, limoeiros e pomeleiros. Para formar a copa, deixa-se desenvolver três ou quatro brotações, as mais vigorosas e espaçadas convenientemente, distribuídas em espiral em torno da haste. No método mais moderno e vantajoso, de muda vareta, faz-se apenas o desponte antes do plantio, levando-se a muda para campo, onde a copa é feita. Além do menor tempo que leva para ficar pronta, esse tipo de muda facilita bastante o transporte e o plantio.

 

9

PLANTIO

 

9. Como se realiza o plantio da muda de citros?

Procede-se o plantio dispondo-se as mudas de modo que seu colo fique um pouco acima do nível do solo( mais ou menos 5 cm). Os espaços entre as raízes são cheias com terra, permanecendo elas estendidas em posição semelhante à que tinham no viveiro. Comprime-se a terra sobre as raízes e ao redor de planta. Em seguida, faz-se uma "bacia" em torno da muda e rega-se com 10 a 20 litros de água, para finalmente cobrir-se com palha, capim seco ou maravalhas. Tutorar a muda se houver incidência de ventos fortes.

10. Como deve ser feita a abertura e qual o tamanho recomendado para as covas? Já se pode adubar na cova?

A abertura das covas pode ser feita normal ou mecanicamente, com trados. Nos plantios extensos podem ser abertos sulcos com sulcador de cana, ficando os sulcos em nível, se houver declividade que exija essa prática. As covas devem ter as dimensões de 60 x 60 x 60cm (largura e profundidade). Apesar dessa operação ser cara e demorada , pode ser necessário fazer covas com mais de 60cm de profundidade, a fim de ultrapassar a camada adensada, se esta tiver a maior profundidade. A cova é preparada para o plantio misturando-se a terra da camada superficial com a matéria orgânica A essa mistura acrescentam-se 500 g de superfosfato simples e 1 kg de calcário, ou de acordo com a análise do solo. Esse material deve ser misturado à terra da superfície, jogando-se a mistura no fundo da cova.

 



Escrito por tomanoze às 22h02
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50 PERGUNTAS E 50 RESPOSTAS SOBRE CITRICULTURA

 

O produtor pergunta, a Embrapa responde

 

1

CLIMA

 

1. Qual a influência do clima na produção de citros e quais as suas características em função do tipo de clima?

O clima exerce grande influência sobre o vigor e longevidade das plantas cítricas, qualidade e quantidade de frutos. Os citros desenvolvem-se melhor em regiões de clima mais ameno, desde que os solos sejam adequados e o regime pluvial atinja cerca de 1.200 mm anuais, bem distribuídos durante o ano, podendo-se suplementar os déficits com água de irrigação. A temperatura tem efeito acentuado sobre a qualidade do fruto e é um fator que determinou a distribuição geográfica das plantas cítricas na grande faixa de 40º ao norte e sul do equador.

Os frutos produzidos nos climas frios têm melhor coloração de casca e da polpa, bem como teor mais altos de açúcares e ácidos, que acentuam o sabor . Nos climas quentes os frutos são menos coloridos interna e externamente, com teores mais baixos de açúcares e principalmente de acidez, o que resulta em frutos mais doces, porém de paladar mais pobre. Sob temperaturas mais altas o período floração - maturação é bastante encurtado e os frutos permanecem pouco tempo na planta depois de maduros. Os climas quentes são propícios ao cultivo dos pomelos e toranjas, limas doces e ácidas e limões verdadeiros.

 

2

SOLO

 

2. Como se realiza o preparo do solo para a produção de citros?

De maneira geral, inicia-se com a aração e gradagem, existindo poucas recomendações sobre a implantação de culturas anuais ou ainda outros pomares arbóreos.

Nos sistemas de desmatamento, as operações têm início no período de menor precipitação pluvial, terminando com a derrubada propriamente dita Não devemos incentivar as queimadas. Após esta fase começam as variações que podem ser resumidas nas alternativas seguintes:

  • plantio de culturas de ciclo curto, entre os tocos, com destocas parciais que demoram de dois a cinco anos até completa mecanização da área. Esta é mais utilizada pelos pequenos produtores.
  • plantio de cultura de ciclo curto , entre os tocos, por um ou dois anos, com destoca total mecanizada no final deste período. Esta é mais usada por médios e grandes produtores.
  • destoca total mecanizada, sem cultivo entre os tocos. Esta é mais empregada por grandes produtores.

Em seguida à destoca vem o enleiramento do material que deve ser realizado com "garfos" e nunca com lâminas, para arrastar somente o material lenhoso e não o solo.

 

3

ESPAÇAMENTO

 

3. Quais os fatores que determinam o espaçamento adotado no pomar?

A escolha do espaçamento a ser adotado no pomar varia em função do porte da planta, textura e níveis de nutrientes do solo, tratos culturais, emprego de culturas intercalares, e uso de irrigação. A seguir são recomendados alguns espaçamentos, de acordo com o porte da planta.

Cultivares

Porte

Espaçamento (m)

Plantas/ha

Laranjas Baianinha e Valência; lima ácida Tahiti, lima da Pérsia e pomelos.

Grande

7 x 4

357

 

 

 

 

Laranjas Pêra, Natal e Rubi, Tangerinas Ponkan e Murcott

 

Médio

6 x 4

416

As plantas cítricas, sob condições tropicais como no Brasil, têm vida curta, fato que dentre outros fatores, enseja o emprego de espaçamentos mais densos o que incide também no retorno mais imediato do capital investido. As alternativas oferecidas acima visam atender às exigências da maior ou menor fertilidade e profundidade efetiva do solo e ao manejo dedicado ao pomar, especialmente o uso de culturas intercalares.

 

4

ALINHAMENTO

 

4. Como deve ser feito o alinhamento da cultura de citros?

Em áreas com declive suave, fazer a marcação do pomar em retângulo, de acordo com o espaçamento recomendado para a cultivar. Em áreas com declive de até 5%, fazer o alinhamento em nível, com o auxílio do "trapézio", "pé-de-galinha" ou similares. Em declives superiores a 5%, além do plantio em nível, devem ser utilizadas outras práticas conservacionistas, como cultivo de leguminosas nas entrelinhas, cultivo em faixas alternadas, cordões em contorno, renques de vegetação ou terraços e banqueta individuais. Estas medidas são necessárias para reduzir as perdas de solo e água no pomar. Neste caso, deve-se procurar orientação técnica adequada.

 

5

COVEAMENTO

 

5. Qual o melhor procedimento para a abertura de covas no plantio de citros?

A abertura das covas pode ser feita manual ou mecanicamente, com trados. Nos plantios extensos podem ser abertos sulcos com sulcador de cana, ficando os sulcos em nível, se houver declividade que exija essa prática. As covas devem ter as dimensões de 40 cm x 40 cm x 40 cm (largura e profundidade). Apesar dessa operação ser cara e demorada, pode ser necessário fazer covas com mais de 40 cm de profundidade, a fim de ultrapassar a camada adensada, se esta estiver a maior profundidade.

Na abertura da cova deve-se separar a terra da camada superficial (A) e da inferior (B) e inverter sua posição no enchimento, jogando primeiro (A), misturada com os adubos e calcário, completando-se o enchimento com (B), que é a terra pura onde são espalhadas as raízes de muda nua, ou onde é colocada a muda de torrão ou produzida na própria embalagem.

As covas devem ser preparadas com bastante antecedência, adubadas com material orgânico e mineral, para que ocorra o processo inicial mais ativo da fermentação dos adubos orgânicos e abertas no dia do plantio.

 

6

CULTIVARES

 

6. Quais as cultivares mais recomendadas no Brasil?

A sugestão para plantio de cultivares de diferentes épocas de maturação e respectiva percentagem é apresentada no quadro abaixo:

Variedades

% de plantio

Maturação

Laranjas doces

Lima, Hamlim, Parson Brown, Midsweet

10

Precoce

Baianinha, Rubi, Westin

20

Meia-estação

Pera

40

Meia-estação/tardia

Valência, Natal

40

Tardia

Tangerina

Mexerica, Ponkan, Murcotte

08

Tardia

Limas ácida e doce

Tahiti

 

Ano todo

Lima da Pérsia

02

Precoce

 



Escrito por tomanoze às 22h00
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BIORREGULADORES

 

DESBASTE DE FRUTOS DE CITROS COM BIORREGULADORES

 

 

Auxinas e abscisão

 

A utilização de auxinas para promover a queda de frutos se baseia no principio de que a redução no numero de frutos diminui a competição por metabolitos entre os frutos remanescentes. Porém, este aumento na dimensão dos frutos somente será significativo quando se provoca, ao mesmo tempo, uma redução relevante na colheita. Apesar dessa afirmação ser correta, o aumento no tamanho do fruto, quando se utilizam auxinas como agentes de desbaste, pode ser maior do que aquele esperado devido às relações entre a frutificação e o tamanho do fruto.

 

Tem-se verificado que a aplicação do acido naftalenacetico (NAA) 25 ppm (sal etanolamina) durante a queda fisiológica dos frutos (novembro) provoca, na tangerina Satsuma, a queda de 34 % dos frutos em desenvolvimento, mas reduz a colheita em somente 14 % e aumenta em 32 % a quantidade de fru­tos com diâmetro acima de 55 mm.

 

Comparando-se com o desbaste manual dos frutos, o desbaste median­te a utilização de auxinas tem a vanta­gem de que pode ser realizado em uma fase mais precoce de desenvolvimento do fruto, resultando em efeito mais eficiente. Além disto, sua execução é mais econômica. Porém, uma limitação no seu uso é a variabilidade na resposta, que depende da tempera­tura ambiente de tal maneira que um mesmo tratamento pode provocar, em certas ocasiões, um desbaste insufi­ciente, enquanto em outras o desbas­te obtido pode revelar-se excessivo. Mas mesmo com esta limitação, tra­ta-se de uma técnica a ser considerada, quando o cultivar produz gran­de numero de frutos não - comerciais ou quando esse numero de frutos compromete a arquitetura da arvore através da quebra de galhos.

 

O efeito das auxinas no desbaste é condicionado pela sua capacidade de provocar a síntese do etileno e, no que se refere a este processo, existem dife­rentes marcantes entre as auxinas. Nas concentrações utilizadas na citricultura, o acido 2,4 - diclorofenoxiacetico (2,4 -D) apenas afeta a síntese do etileno, sendo, portanto, uma auxina pouco efi­ciente ao desbaste. Pelo contrario, o NAA e o éster butilglicólico do acido 2,4 diclorofenoxipropionico (2,4 - DP) são agentes de desbaste muito eficientes e quando aplicados em concentrações elevadas, ou nas primeiras fases do desenvolvimento do fruto, provocam a queda de uma alta porcentagem de frutinhos. Isto é interessante, já que na maioria da literatura técnica se insiste com o efeito do 2,4 - DP em aumentar a força de dreno do fruto, levan­do ao aumen­to no tama­nho do mesmo sem reduzir seu numero; mas deve-se considerar que esse fato somente ocorre quando aplica o biorregulador em fases relativamente avançadas do desenvolvimento, enquanto que, quando aplicado em fases mais precoces, tem-se um notável efeito de desbaste.

 

O desbaste obtido mediante a aplicação de auxinas depende do estagio de desenvolvimento do fruto no momen­to da aplicação. A arvore pode ser eficientemente desbastada ate o final da queda de novembro. A sensibilidade ao etileno decresce fortemente em segui­da e, no caso da tangerina Satsuma, o fruto com mais de 20 mm de diâmetro não pode mais ser desbastado de ma­neira eficiente mediante a aplicação de auxinas. A resposta às auxinas é rápida e os efeitos são visíveis em uma ou duas semanas.

 

No Japão é utilizado com sucesso, no desbaste de frutos de citros, o éster etílico do acido 5 - cloroindazol - 8 - acético ( etilclozate ), também conhecido por Figaron, que tem sido aplicado nas concentrações de 100 a 200 mg.L-1,  40 a 50 dias após a antese.

 

Etileno e abscisão

 

O ácido 2 - cloroetilfosfônico (ethephon), também conhecido por Ethrel, tem sido utilizado com êxito para promover o desbaste de frutos de citros. Este efeito se deve a ação do produto na senescencia dos frutinhos. O raleamento é aconselhado principal­mente para tangerinas e para o tangor Murcot. Os problemas mais comuns nesses cultivares são: produção de numerosos frutos de pequenas dimensões com baixo valor comercial, alternância de safras, quebra e secamento de ramos e queda de fol­has e frutos.

 

Para se reduzir os efeitos negativos desse excesso de produção é recomendável a raleadura, consistindo em se eliminar de 50 a 60% dos fru­tos de uma planta com frutificação normal. A melhor época para se iniciar o desbaste é a partir de novembro, quando os frutos apresentam de 2 a 3 cm de diâmetro, uma vez que nesta fase já ocorreu a queda natural e ha definição da safra, não havendo risco do desbaste prematuro ou excessivo. O desbaste consiste em deixar de um a dois frutinhos em cada conjunto de cinco a seis frutos.

 

Trabalhando-se com cultivares alternantes de tangerinas, observou-se que nos anos de alta produção, o numero de frutos por arvore diminua com o aumento da concentração de ethephon, aplicado durante a queda fisiológica, e o peso médio do fruto aumentava em todas as dosagens com relação ao controle. Concentrações entre 150 0 250 mg.L", aplicadas durante a queda fisiológica dos frutos, foram eficazes na tangerina Dancy mos­trando uma boa raleadura. No entanto, essas concentrações provocaram des­baste excessivo no tangor Murcot.

 

Na região de Mogi Mirim (SP), na safra I997 / 1998, aplicaram-se biorreguladores em Mexerica-do-rio, 45 dias após o florescimento, para verificar o efeito na raleadura dos frutos. Tratamen­to com ethephon 300 mg.L1 promoveu o maior desbaste dos frutos, seguido pelos tratamentos com etilclozato 150 mg.L e  NAA 250 mg.L-1

 

Nessa mesma região, na safra do 1998/1999, pulverizaram-se diversos biorreguladores em tangerina Ponkan, após a queda fisiológica dos frutos, para observar a ação na abscisão dos fru­tos. Aplicações de ethephon (150, 200 e 250 mg.L1) foram mais eficientes na promoção do desbaste seguido pelo uso de etilclozate 25 mg.L". Na safra 2000 / 2001, ainda em Mogi Mirim, aplicações de 3,5,6 - TPA ( Maxim ) 15 mg.L1 e ethephon 200 mg.L1, após a queda fisiológica dos frutos do tangor Murcot, diminuíram o numero de frutos colhidos em 57 e 48 %, sendo que também reduziram a produtividade em 48 e 37 % respectivamente.

 

Observação: levar em conside­ração que o Ethrel possui uma característica indesejável de uma pequena queda de folhas de aproximadamen­te 10 % na dosagem de 200 mg.L.

 

 

Dr. Paulo R. C. Castro

Prof. Titular Dep. Ciências Biológicas

Esalq / USP

 

 

 



Escrito por tomanoze às 21h56
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FUMAGINA-GLOBO RURAL

 

Fumo e óleo contra a fumagina

 

Peço informações sobre como combater uma praga que esta atacando todas as arvores do quintal. Iniciou-se pelo limoeiro e agora alastra-se por varias espécies. Caracteriza-se por uma cobertura preta, com pequenos pontos brancos e é conhecida na região como fumagina. Apesar de tentarmos combate-la com varias recei­tas caseiras, não temos tido sucesso.

 

Maria José F. Cardoso,

Rio do Janeiro, RJ

 

A

  fumagina é provocada pelo fungo Capnodium citri, e sua presença esta associada a substancias açucaradas excretadas por pragas como pulgões, cocho­nilhas e moscas brancas. Essas substancias açucaradas propiciam o desenvolvimento do fungo, que recobre a superfície de folhas, ra­mos e frutos, formando uma ca­mada negra e causando um bloqueio físico, reduzindo a fotossintese nos tecidos afetados.

 

COMBATE

 

A fumagina é contro­lada observando-se o motivo e ata­cando-se as pragas envolvidas no processo. Para pulgões e moscas brancas, utiliza-se calda de fumo. Misturar 250 gramas de fumo de corda e 50 gramas de sabão em barra em 4 litros de água e ferver durante meia hora. O procedimen­to seguinte consiste em diluir 1 li­tro desse concentrado em 4 litros de água, acrescentando 1 colher de cal hidratada, para aumentar seu efeito.

 

Para cochonilhas, utilizar óleo mineral emulsionavel (pode ser comprado em qualquer casa de produtos agropecuários), à con­centração de 0,5%. Esse óleo, alem de ter boa ação sobre a praga, ma­tando-a por asfixia, também causa o descolamento da camada ne­gra fúngica formada sobre o teci­do vegetal, e que facilita a sua remoção natural, através da ação dos ventos e das chuvas.

 

Tanto a calda de fumo como o óleo mineral emulsionavel devem ser empregados duas vezes, com intervalo de 15 dias entre as duas aplicações. As misturas precisam ser preparadas pouco antes do uso para não perderem a eficácia. Nos dois casos, os preparos são pulve­rizados sobre a planta, por meio de um borifador.

 

Existem ainda no mercado vários produtos químicos que con­trolam essas pragas. Para utiliza-­los, é recomendável a supervisão de um engenheiro agrônomo.

 

Consultor: MARCEL BELLATO

 

SPÓSITO , pesquisador cientifico do Fundecitrus, Araraquara, SP.

 

26  GLOBO RURAL NOVEMBRO 2001



Escrito por tomanoze às 21h52
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CONTOLE DE PLANTAS DANINHAS EM CITROS

 

Controle de Plantas Daninhas

 

 

DINÂMICA DA ÁGUA NO PERFIL DO SOLO EM POMAR DE CITROS SUBMETIDO À DIFERENTES MANEJOS DO SOLO E DE PLANTAS INFESTANTES

 

 

 

 

 

José E. B. de Carvalho1; Paulo Herrmann2; Robinson A. Pitelli3 ;Ana Maria de A. Araújo4

 

 

 

O manejo inadequado no controle de plantas daninhas, principalmente nas entrelinhas, tem contribuído para reduzir a disponibilidade de água e ar para as plantas cítricas, pela redução da velocidade de infiltração da água e seu acúmulo no solo, da porosidade total e conseqüente compactação. Dentre as práticas de manejo adotada pela maioria dos produtores, está o manejo mecânico do solo por meio de gradagens, que reduz a macroporosidade e aumenta a densidade do solo, afetando características dos horizontes subsuperficiais, as quais mais influenciam o desenvolvimento do sistema radicular dos citros. Dessa maneira, a utilização de alternativas de manejo, como a prática da adubação verde, poderá resultar no equilíbrio da disponibilidade hídrica dos solos, principalmente nas épocas onde a disponibilidade de água é mais crítica para a cultura do citros.

 

O experimento foi instalado na Fazenda Nossa Senhora Aparecida, município de Taiaçu, SP, em um pomar de laranja 'Pêra' com seis anos de idade, num Latossolo Vermelho-Amarelo fase arenosa. Os tratamentos estudados foram diferentes tipos de manejo do solo e de plantas daninhas, descritos na Tabela 1. Para a avaliação dos teores de umidade do solo, foram instaladas sondas de TDR (Reflectometria no Domínio do Tempo) nas profundidades do solo em que foram realizadas as leituras de umidade (0-20, 20-40, 40-80, 0-40 e 0-80cm). As leituras foram realizadas nas seguintes datas: 24/08/00, 06/09/00, 20/09/00, 05/10/00 e 19/10/00, pois além de coincidir com o período final da seca na região, é crucial a manutenção da disponibilidade hídrica do solo para uma boa produtividade da cultura.

 

O trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos de algumas práticas de manejo da entrelinha no controle de plantas daninhas na cultura dos citros sobre o acúmulo de água no solo.

 

Tabela 1. Diferentes sistemas de manejo do solo e de plantas daninhas. Jaboticabal, SP. 2002

 

 

 


 

Com base nas condições edafoclimáticas observadas durante a fase experimental e os resultados obtidos, conclui-se que nas profundidades avaliadas, os tratamentos com feijão de porco envolvendo a subsolagem ou não (T6, T7 e T8), plantado durante as águas, proporcionaram maiores acúmulos de água no solo. O inverso foi observado no tratamento com grade todo o ano para controle de plantas infestantes, confirmando mais uma vez o efeito negativo do uso de grade nas entrelinhas do pomar sobre as propriedades físicas do solo.

 

 

1 Eng. Agr. D.Sc. Pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura

E-mail: jeduardo@cnpmf.embrapa.br

 

2 Eng. Agr. D.Sc. Pesquisador da Embrapa Instrumentação Agropecuária

 

3 Eng. Agr. Professor Titular da FCA-UNESP de Jaboticabal

 

4 Engenheira Agronoma MSc. Estagiária Embrapa Mandioca e Fruticultura

 

 

 

 

Data Edição: 26/04/04   

Fonte: José E. B. de Carvalho; Paulo Herrmann; Robinson A. Pitelli ;Ana Maria de A. Araújo   



Escrito por tomanoze às 21h50
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ADUBAÇÃO FOLIAR COM URINA DE VACA

 

Adubação foliar,  controle de pragas e doenças

componentes médios: nitrogênio, 0,63%; potássio, 2,71%; fósforo total, 140,0%; cálcio, 226,0%; magnésio, 720,0%; enxofre, 1.140,0%; ferro, 2,4; manganês, 0,1%; cobre, 0,2%; zinco, 0,1%; boro, 44,1%; sódio, 1.900,0%; e ph, 7,6.

 

Colete meio litros de urina de vaca e deixe por 8  a 10 dias em recipiente fechado (para transformação da uréia em amônia).Em recipiente fechado a urina conserva suas propriedades até 12 meses.

Frutíferas : 5 % de urina (10 litros de água + 500 ml de urina).

Hortaliças : 0,5 % para folhosas e 1 % nas demais.

Café: 5 % em 2 a 4 pulverizações/ano após a colheita, quando também se pode regar o tronco com 2 litros/planta da mistura a 5 %. Para o controle do Bicho Mineiro, pulverizar nas infestações com a diluição de 15 % ( 3 litros / 20 litros ); pode também ser utilizado para mudas, através da rega de 3 litros em 97 litros de água, e/ou pulverizando 500 ml litro em 20 litros de água.

        Para outras culturas, da família das Solanáceas - tomate, pimentão, jiló, berinjela, batata inglesa e pimentas - utilizar apenas um copo comum para 20 litros de água. Recomenda-se não pulverizar folhas ou verduras que são comidas cruas e também as plantas da família curcubitácea - abóbora, moranga, pepino, melancia, melão, chuchu, maxixe e abobrinha.

Tratamento de sementes, manivas de mandioca e toletes de cana:  imersão dos mesmos antes do plantio, durante um minuto na urina pura - concentração de 100%.

 

Urina de vaca enriquecida:

Dissolver 100 g de farinha de trigo em 1 litro de água. Dissolver 50 g de sabão neutro em 1 litro de água quente o sabão na água. Em seguida adicionar em 18 litros de água essas duas caldas previamente coadas  e finalmente  adicionar 200  ml de urina de vaca. Pulverizar molhando bem toda as folhas da lavoura nas horas mais frescas do dia.

 



Escrito por tomanoze às 21h45
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ADUBAÇÃO FOLIAR, CONTROLE DE PRAGAS E DOENÇAS

 

Material a ser utilizado:

  • Tambor de 200 litros;
  • 40 kg de esterco de curral (fresco);
  • 20 kg de esterco novo de galinha caipira;
  • 2 litros de leite integral ou 1 pote de leite fermentado (tipo Yagult);
  • 2 litros de garapa ou 1 kg de rapadura;
  • 5 kg de cinza de madeira (fogão a lenha);
  • 1 kg de Termofosfato magnesiano;
  • 5 Kg de folhas de diversas plantas: Buganvília (da flor roxa); Urtiga ou Cançanção; ramos de Alecrim; Melão de São Caetano; Boldo nacional; Tomate "Orgânico"; Alho; capuchinha, crotalaria, urucum)

Modo de fazer:

Colocar esterco fresco no tambor ou bombona de 200 litros e sobre esse é lançado os demais ingredientes. Adicionar água pura, não clorada, até atingir o ponto 15 a 20 centímetros abaixo do nível máximo da tambor (espaço vazio de 15 a 20 cm de altura). Agitar bem ara uniformizar os ingredientes na água. A bombona deve ficar hermeticamente vedada. Para tanto, fixa-se na sua tampa uma mangueira plástica fina. A outra extremidade da mangueira é mergulhada em uma garrafa com água, para permitir a saída do gás produzido no interior das bombona e ao mesmo tempo não permitir a entrada do oxigênio (rocesso anaeróbico). Deixar assim até notar final da fase de fermentação (quando não se notar borbulhamento na garrafa de água), o que geralmente se dá aproximadamente 35 dias após o inicio do processo. O material deverá ser coado em uma peneira para separar a parte sólida mais pesada, e depois filtrado em um pano ou uma tela fina.

Dosagem: 5%, a cada 15 dias.

Nota:

-Pode-se acrescentar na calda de pulverização o Biopirol nas dosagens recomendadas desse produto.

- A parte sólida eliminada na filtragem do produto poderá ser utilizada como adubo nos canteiros ou covas.

 

 

 

 

 

 



Escrito por tomanoze às 21h44
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