Vale do Jequitinhonha


 
 

NEEM

 

O Nim - Azadirachta indica - um Inseticida Natural


Sueli Souza Martinez - Pesquisadora


Introdução O nim pertence à família Meliaceae, que apresenta diversas espécies de árvores conhecidas pela madeira de grande utilidade, como o mogno, o cedro, a santabárbara, ou cinamomo, o cedrilho, a canjerana, a triquília, etc. É originário do Sudeste da Ásia e é cultivado em diversos países da Ásia, em todos os países da África, na Austrália, América do Sul e Central. É usado há séculos na Ásia, principalmente na Índia, como planta medicinal. Tem diversos usos, em especial antiséptico, curativo ou vermífugo; é utilizado no preparo de sabões medicinais, cremes e pastas dentais. A árvore é usada para sombra e possui madeira de qualidade para a produção de móveis, onstrução, batentes e portas, caixas e caixotes, lenha, carvão,etc.Seu uso como inseticida se tornou bem conhecido nos últimos 30 anos, quando seu principal composto, a azadiractina, foi isolado. A molécula da azadiractina é muito complexa e ainda não pôde ser sintetizada; assim, todos os produtos que contêm azadiractina são produzidos por extração da planta (Foto: Nim proveniente das Filipinas, plantada no IAPAR em 1987).
Os inseticidas naturais de nim são biodegradáveis, portanto não deixam resíduos tóxicos nem
contaminam o ambiente.Possuem ação repelente, anti-alimentar, reguladora de crescimento e
inseticida, além de acaricida, fungicida e nematicida. Por sua natureza, os extratos de nim são mundialmente aprovados para uso em cultivos orgânicos.A planta possui mais de 50 compostos terpenóides, a maioria com ação sobre os insetos. Todas as partes da planta possuem esses compostos tóxicos, porém é no fruto que se encontra a maior concentração. Esses compostos são solúveis em água e podem ser preparados de maneira simples e barata, por pequenos e médios produtores. Outras espécies de meliáceas têm propriedades semelhantes. Entretanto, seus extratos são mais tóxicos aos  ertebrados e são menos eficazes contra os insetos. Os extratos de nim são
praticamente inócuos aos vertebrados e ao homem. A Árvore Originária de clima tropical, a planta se desenvolve bem em temperaturas acima de 20ºC, em solos bem drenados, não ácidos e altitudes abaixo de 700 m. Nessas condições, pode iniciar a produção de frutos em cerca de dois anos, podendo atingir 10 kg de semente seca/planta, sendo que cada quilograma de sementes secas contém aproximadamente 3000 sementes. No Brasil, as primeiras introduções realizadas para pesquisa do nim como inseticida foram realizadas pelo IAPAR, em Londrina PR, em 1986 com sementes originárias das Filipinas. Em continuidade ao projeto, em 1989 e 1990, material oriundo da Índia, Nicarágua e República Dominicana foi plantado em Londrina, Paranavaí PR (região mais quente e arenosa), Jaboticabal SP e Brasília DF, para avaliação de desenvolvimento.
Nos anos noventa, principalmente nos últimos cinco anos, as propriedades da planta se tornaram mais conhecidas no País, dando-se início ao plantio de áreas comerciais em São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Pará e outros. Esses estados apresentam clima favorável seu cultivo, esperando-se portanto produções próximas ao obtido nos países de origem. Em condições menos adequadas, como as do Norte do Paraná, com clima subtropical, as plantas se desenvolvem mais lentamente, iniciando a produção de frutos após cerca de seis anos, atingindo a produção máxima de 3 a 4 kg de semente seca/planta após 10 anos do plantio (dados obtidos no IAPAR).
O IAPAR está trabalhando para conseguir plantas mais adaptadas às condições subtropicais. Em 1998, foi realizada a enxertia de nim sobre o cinamomo, Melia azedarach, que tem excelente desenvolvimento e alta produção de frutos no Sul do Brasil. O pegamento do enxerto foi muito bom e há hoje 150 plantas enxertadas em duas estações experimentais do IAPAR para avaliação, com florescimento já no primeiro ano.

Plantio e Condução


As sementes devem ser plantadas o mais rápido possível, dado que o poder germinativo, de cerca de 80%, se reduz em cerca de dois meses a praticamente zero. Sementes mantidas em geladeira podem manter o poder germinativo por mais tempo.
As mudas podem ser feitas em sacos plásticos, mantendo-se boa irrigação durante seu desenvolvimento. As sementes germinam após duas semanas. Ao atingir 50 cm, após cerca de três meses, a planta pode ser transplantada para o campo.
O espaçamento recomendado para o plantio do nim é variável, já que o desenvolvimento da planta depende das condições de solo e clima, sendo necessário que toda a copa receba a luz do sol.
Assim o espaçamento deve permitir boa insolação. No Brasil recomenda-se de 5 a 8 m entre árvores, com o maior espaçamento nas regiões mais quentes. Deve-se conduzir o tronco sem ramos até 1,5 m de altura e os ramos devem ser podados regularmente. O ponteiro apical pode ser cortado quando a planta alcançar 4 a 6 m, de modo que a árvore não atinja um tamanho muito grande e apresente uma copa bem desenvolvida. Desse modo a produção de frutos é maior e a colheita é facilitada.


Modo de Ação


A ação dos extratos de nim sobre insetos é bastante variável de espécie para espécie. Há registro de ação sobre mais de 300 espécies. A maior parte das investigações foi feita em laboratório, sendo necessários mais estudos para poder se determinar com maior segurança quais as pragas pode controlar, as doses, freqüência de aplicação, etc.
De modo geral a azadiractina afeta o desenvolvimento dos insetos de diferentes modos. Pela sua semelhança com o hormônio da ecdise (processo que possibilita ao inseto trocar o esqueleto externo e, assim poder crescer), perturba essa transformação e, e m altas concentrações pode impedí-la, causando a morte do inseto. Por essa razão, as formas jovens de insetos são mais fáceis de controlar. Não causa a morte do inseto imediatamente, dado o seu efeito fisiológico, porém, além de afetar a ecdise, reduz o consumo de alimento, retarda o desenvolvimento, repele os adultos e reduz a postura nas áreas tratadas. Também tem maior ação por ingestão, de modo que os insetos mastigadores são mais facilmente afetados.
As espécies mais facilmente controladas são as lagartas, pulgões, cigarrinhas, besouros mastigadores. Resultados de pesquisa do IAPAR mostraram efeitos letais e deformidades em larvas e pupas de lagarta-do-cartucho do milho, curuquerê do algodoeiro, ácaros e bicho-mineiro, cochonilhas e redução de postura em bicho-mineiro, broca-do-café e mosca branca. Em testes com a joaninha, inimigo natural de pulgões, extratos de nim não causaram morte dos adultos e sua ação sobre as larvas foi mediana para uma espécie e inócua para outra, não reduzindo sua voracidade, o que comprova seu potencial para uso em associação com inimigos naturais contra as pragas.
O uso de folhas misturadas ao alimento do gado ou a aplicação de extratos das folhas ou sementes no dorso dos animais tem sido indicado para controle de carrapato e mosca do chifre. No Brasil se usam 5l de solução a 2% do óleo emulsionável ou 2,5-5% do extrato da folha, por animal. O óleo também pode ser encontrado na forma pour-on, indicando-se 10 ml/100kg peso vivo de animal.
Nos países onde o óleo é extraído também se prepara a pomada, feita com os resíduos da extração do óleo, que pode ser utilizada no controle de sarna em animais e outras infecções da pele.


Preparo de Extratos


Os extratos podem ser preparados com a simples trituração das sementes ou frutos frescos, em água, deixando-se a mistura descansar por 12 horas e filtrando-se o líquido e pulverizando-se sobre as áreas infestadas. O mesmo procedimento pode ser usado para folhas, frescas ou secas, embora a azadiractina aí ocorra em menor concentração.
O óleo inseticida é extraído pela prensagem das sementes, obtendo-se no máximo 47% de óleo,
que contém cerca de 10% da azadiractina existente no fruto. A torta restante é, pois, muito rica em azadiractina, tem efeito nematicida e serve como adubo orgânico. Pode, também, ser secada e
utilizada posteriormente para preparo de extratos inseticidas, em mistura com água e filtração.
Para se armazenar sementes para preparar o extrato posteriormente, os frutos devem ser colhidos, secos ao sol por dois a três dias, e mais uns dois dias à sombra por dois dias e despolpados manualmente em água ou utilizando-se despolpadeira com café. Deixa secar bem e armazena, de preferência a baixa temperatura. As sementes que serão plantadas podem ser preparadas da mesma forma.


Doses


Ainda não há informações detalhadas sobre doses específicas para cada inseto. Entretanto, de modo geral, as seguintes doses têm apresentado eficácia no controle principalmente de pragas de hortaliças:
* Óleo emulsionável: 5 ml/litro água
* Sementes secas: 30 a 40 g /litro água
* Folhas secas: 40 g a 50 g / litro água



Categoria: meio ambiente
Escrito por tomanoze às 10h44
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BIODIVERSIDADE

BIODIVERSIDADE OFERECE OPORTUNIDADE PARA CONTROLE BIOLOGICO

 

O interesse pelos programas de controle biológico de pragas tem crescido consideravelmente no mundo em função do novo direcionamento internacional da produção agrícola de favorecer a conservação e o uso sustentável dos recursos biológicos, requisitos básicos da Convenção da Biodiversidade.
Políticas internacionais demandam fortemente alternativas para os agrotóxicos, e a utilização de inimigos naturais de pragas é uma alternativa promissora.
O Brasil é um dos poucos países do mundo detentores da chamada megadiversidade biológica, ou seja, de ecossistemas importantes ainda íntegros.
Essa biodiversidade pode oferecer uma oportunidade ímpar para o controle biológico de pragas no país, como também, em outros países do mundo, com a identificação de novos organismos vivos com potencial de serem utilizados no controle biológico.
Os inimigos naturais são de grande importância para agricultura sustentável, e podem, freqüentemente, substituir ou reduzir a necessidade de utilização dos agrotóxicos, sendo um importante
componente no manejo ecológico de pragas. A tendência do uso do controle biológico de pragas é aumentar consideravelmente no âmbito global, atendendo às demandas internacionais na utilização de práticas agrícolas menos agressivas ao meio ambiente.
No Brasil o controle biológico é utilizado desde a década de 20, sempre com a atuação pioneira do Instituto Biológico.
O primeiro relato de controle natural foi feito em 1924, quando apareceu a chamada broca do café nas lavouras paulistas. O Instituto Biológico identificou a praga e trouxe o primeiro método de controle ecológico para o Brasil.
A vespinha de Uganda foi usada com sucesso no combate à broca do café.
Esse foi apenas o primeiro passo para a evolução do controle biológico no País.
Surgiram várias pesquisas e novos agentes de combate a pragas foram estudados. Hoje o Brasil tem importantes programas de controle biológico. Um dos projetos em destaque é o controle microbiano que representa uma área do controle biológico que trata da utilização de bactérias, vírus, fungos e nematóides no combate a pragas e doenças que atacam culturas de importância econômica, como a cana-de-açúcar.
Entre os agentes de controle microbiano de insetos que estão sendo utilizados no País destacam-se os fungos Metarhizium anisopliae, Beauveria bassiana e Sporothrix insectorum, os agentes de natureza viral Baculovirus anticarsia, Baculovirus erinnys e Baculovirus spodoptera e os produtos à base das bactérioas Bacillus thurigiensis e Bacillus sphaericus.
Bons resultados têm sido obtidos com o controle de cigarrinha da cana-de-açúcar com o fungo Metharizium anisopliae, em especial no nordeste do Brasil, onde o inseto ataca as folhas.
Em São Paulo, de acordo com o pesquisador do Instituto de Economia Agrícola Dr. Alceu Veiga Filho, a plena mecanização do processo produtivo da cana-de-açúcar, representa um avanço tecnológico essencial para a redução de custos. Porém, no processo de difusão existem algumas dificuldades, decorrentes da complexidade dos fatores envolvidos, que vão da necessidade de adoção de nova sistemática de planejamento da lavoura, adequando-a ao corte mecanizado, à restrição de solos aptos e à estratégia determinada pelas empresas produtoras das máquinas. Além disso, com a mudança radical na cultura por meio da eliminação de queimada da cana e da adoção do corte mecanizado, ocorre o aumento significativo da matéria orgânica depositada no solo, influenciando diretamente a ocorrência de pragas e doenças, tais como: Migdolus spp., cupins, formigas cortadeiras, cigarrinhas, fungos, bactérias, nematóides e plantas daninhas infestantes. O que reafirma a necessidade de pesquisas que possam aprimorar o controle biológico de pragas e doenças.
Segundo o Dr. José Eduardo Marcondes de Almeida, Pesquisador Científico, que atua no Laboratório de Controle Biológico em Campinas-SP, o ataque das ninfas e adultos da cigarrinha provoca danos visíveis à lavoura, com colmos de cana mais finos e até mortos, causando redução de até 60% de peso e, principalmente, do teor de sacarose, devido à contaminação por toxinas e microrganismos, provocando perdas na produção de açúcar e de álcool.
O Instituto Biológico aprimorou, também, a técnica para controle da cigarrinha das raízes de cana-de-açúcar em São Paulo.
O trabalho desenvolvido pelo Instituto permitiu a utilização de novas cepas do fungo, mais efetivas no controle do inseto e hoje é difundida para produtores, empresas interessadas na produção de formulações comerciais.

Segundo o Dr. Antonio Batista Filho, Diretor Geral do Instituto Biológico, o controle biológico com microrganismos é um dos principais componentes do manejo integrado de cigarrinhas. Por isso, o Instituto Biológico tem transferido, com apoio da FundAg, a tecnologia de multiplicação do fungo Metarhizum, utilizado no controle da cigarrinha em cana-de-açúcar, para o setor privado, viabilizando o estabelecimento de novos laboratórios de produção do fungo, além de acompanhar e monitorar a qualidade do produto final. Em, pelo menos, 160 mil hectares de cana-de-açúcar do Estado de São Paulo, já está sendo utilizado o controle de cigarrinhas, representando economia e redução de aplicação de defensivos químicos. A implantação do projeto reduziu em 3.238 toneladas o uso de produtos químicos no período de 2002/2003.
O custo médio de tratamento utilizando defensivos químicos é de R$160,00/ha.
O gasto com controle biológico cai para, apenas, R$40,00/ha, em média. Redução de R$ 120,00/ha.

A FundAg disponibilizará em maio vídeo técnico sobre o controle biológico de pragas e que detalha o controle da cigarrinha das raízes em cana-de-açúcar segundo a tecnologia estabelecida pelo Instituto Biológico. (FONTE IMFORMATIVA FUNDAG-www.fundag.br)



Categoria: meio ambiente
Escrito por tomanoze às 09h54
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DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL

FABRICA DE FARINHA DA COMUNIDADE RURAL DE URUÇU, UM SONHO QUE SE TORNOU REALIDADE NA ADMINISTRAÇÃO DO PREFEITO SOLANO DE BARROS EM PONTO DOS VOLANTES-VALE DO JEQUITNHONHA-MINAS GERAIS



Categoria: Desenvolvimento
Escrito por tomanoze às 21h47
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DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL

O ANTES E O DEPOIS DA FARINHEIRA(fabrica de farinha) DA COMUNIDADE RURAL DE URUÇU-PONTO DOS VOLANTES-MG



Categoria: Desenvolvimento
Escrito por tomanoze às 21h42
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DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL

Ultimos retoque na construção da fabrica de farinha da Comunidade rural de Uruçu-Ponto dos Volantes-MG, o PREFEITO SOLANO DE BARROS E O TECNICO AGRICOLA DA EMATER-MG JOSE EUGENIO



Categoria: Desenvolvimento
Escrito por tomanoze às 21h37
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DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL

FABRICA DE FARINHA EM FASE DE ACABAMENTO, COMUNIDADE URUÇU-PONTO DOS VOLANTES -MG



Categoria: Desenvolvimento
Escrito por tomanoze às 21h31
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DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL

AINDA A ANTIGA FARINHEIRA(fabrica de farinha) DA COMUNIDADE RURAL DE URUÇU-PONTO DOS VOLANTES-MG



Categoria: Desenvolvimento
Escrito por tomanoze às 21h28
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DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL

Vistoria do então Prefeiro SOLANO DE BARROS(em memoria)e o lider da comunidade Jose Laurenço, na antiga farinheira da Comunidade Rural de uruçu-Ponto dos Volantes-MG



Categoria: Desenvolvimento
Escrito por tomanoze às 21h23
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DESENVLOVIMENTO SUSTENTAVEL

 ANTIGA FARINHEIRA DA COMUNIDADE DO URUÇU. PONTO DOS VOLANTES-MG



Categoria: Desenvolvimento
Escrito por tomanoze às 21h18
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PROJETO DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTAVEL, construção de uma Farinheira(fabrica de farinha), na Comunidade de Uruçu, em Ponto dos Volantes-Vale Do Jequitinhonha-MG, na Adminidtração de SOLANO DE BARROS(em memoria)



Escrito por tomanoze às 21h15
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MANIFESTO

 

MANIFESTO

 

A Escola Família Agrícola - EFABONTEMPO de Itaobim-MG, vem sofrendo nos últimos dois anos uma pressão do Padre  Feliche para que a escola deixe de funcionar, alegando que o local onde funciona a escola e de propriedade  da Paróquia portanto sem mais explicação exige que parem todos com funcionamento da escola dizendo que a ESCOLA NÃO TRAZ LUCRO. Realmente a EFABONTEMPO, não trará lucros como ele pensa, lucros que podem encher os seus bolsos, a escola traz LUCRO sim, basta olharmos quantos alunos, filhos de Agricultores Familiares do Vale do Jequitinhonha tiveram a oportunidade de obter conhecimento e educação digna de um cidadão, informe na própria escola e terá informação de alunos que hoje possuem uma ficha exemplar como: Acadêmicos em Faculdades de diversas áreas, Biologia, Educação do Campo e outras; Técnicos funcionários do quadro efetivo Ada EMATER-MG; alunos que se desenvolveram no trabalho em suas propriedades e que hoje vivem muito bem aumentando a renda da família, alunos que já concluíram cursos superiores;  então como e que a escola não da lucro? O que acontece e que o Padre ta implantando uma nova forma de INQUISIÇÃO, onde ele pretende parar o desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha, o qual através de seus jovens questionadores e formadores de opinião podem mudara realidade no ValePORTANTO VAMOS JUNTOS DEFENDER A EFABONTEMPO, pois ela a nossa esperança no Vale para podermos mudar esse rotulo de miséria e descriminação. (Este e um desabafo de um admirador da EFABONTEMPO e ex-professor, mesmo que por pouco tempo).

Edemilson Jose Oliveira Barbosa - Técnico em Agrimensura

 



Categoria: INFORMAÇÃO
Escrito por tomanoze às 21h03
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CULTIVAR NAVELINA2004-CITRUS

 

Produção para a mesa

 

Uma em cada quatro laranjas produzidas no mundo pro­vém dos pomares brasileiros. No en­tanto, a maior parte da produção concentra-se no Estado de São Paulo e destina-se à produção de suco con­centrado congelado para exportação.

 

Em se tratando de frutas para consumo in natura, ainda existe um vasto mercado a ser ocupado pelos produtores, principalmente por aque­les localizados fora dos centros tradi­cionais de produção.

 

O primeiro passo antes de plan­tar consiste na escolha de uma culti­var que atenda às exigências do mercado. Nesse aspecto, o produtor deve buscar cultivares que proporcionem a produção de frutos com qualidade diferenciada em relação aos atualmente existentes nas feiras livres e gôndolas dos supermercados.

 

Há cinco anos, pesquisadores da Embrapa Clima Temperado vêm de­senvolvendo um trabalho de fomento da citricultura, atualmente dispon­do de material genético de algumas das principais cultivares de citros de mesa comercializadas no mundo: laranjas "Navelina", "Navelate", "Lane Late" e "Salustiana"; tangerinas "Cle­menules", "Marisol" e "Okitsu"; e hí­bridos "Nova" e "Ortanique".

 

Dentre as cultivares citadas, des­taca-se a "Navelina". Trata-se de uma laranja de umbigo originária da Cali­fórnia, Estados Unidos, tendo sido obtida por um processo natural de mutação. Foi descrita pela primeira vez em 1910, tendo recebido o nome de cultivar Smith's Early Navel. Em 1933, no Instituto Valenciano de Investigaciones Agrarias (IVIA), na Es­panha, foi denominada 'Navelina', em função das plantas apresentarem um porte menor do que as da cultivar "Washington Navel".

 

Atualmente, a "Navelina" vem sendo cultivada em larga escala na Espanha, Portugal, Marrocos, Austrália, Uruguai e Argentina, os quais são importantes produtores de citros de mesa. Em Portugal e no Marrocos, esta cultivar também é conhecida como "Dalmau".

 

As plantas da cv. Navelina são vigorosas, apresentando crescimen­to rápido sob adequadas condições de cultivo. A produção comercial inicia-se no terceiro ano, atingindo a capacidade máxima, geralmente, a partir do oitavo ano. As árvores apresentam tamanho médio e for­mato arredondado, contendo ramos com pequenos espinhos e folhas re­lativamente pequenas, com forma lanceolada, coloração verde-escura, pedolo curto e não alado. As flores são grandes comparativamente às outras cultivares de citros, não apre­sentando grãos de pólen e sacos em­brionários viáveis, o que proporcio­na o desenvolvimento de frutos partenocárpicos sem sementes.

 

Em se tratando de frutas para consumo in natura, ainda existe um vasto mercado a ser ocupado pelos produtores, principalmente por aqueles localizados fora dos centros tradicionais de produção.

 

Além do manejo nutricional, fitossanitário e de plantas daninhas habitualmente utilizado na produção de citros de mesa, recomenda-se a realização de uma poda anual com eliminação de parte dos ramos do interior das plantas

 

Os frutos da "Navelina" apre­sentam formato ovóide, tamanho médio a grande, com peso entre 180 e 250 g, em função do manejo adotado. Os frutos são ligeiramen­te achatados na porção distal, onde ocorre a formação de um umbigo externamente pequeno, mas bastan­te desenvolvido internamente. A cas­ca dos frutos é lisa e relativamente fina, com coloração alaranjada intensa nas condições climáticas do Rio Grande do Sul e em regiões de clima ameno de outros Estados. A polpa apresenta um sabor bastante agradá­vel, com suco abundante (média de 48% do peso do fruto) e com boa re­lação entre açúcares e acidez, aliado ao fato de não apresentar sementes. Desta forma, os frutos apresentam excelente qualidade e conseqüente valor comercial elevado.

 

Quanto às limitações da cultivar, deve-se destacar:

  • a) Sensibilidade dos frutos a ventos fortes e constantes, que podem causar pequenas lesões na cas­ca sem comprometer a qualidade inter­na;
  • b) Os frutos não são indicados para a produção de suco;
  • c) Suscetibilidade da cultivar ao cancro cítrico, devendo-­se tomar os devidos cuidados, para evi­tar a entrada do patógeno no pomar.

 

Para o plantio, recomenda-se que sejam utilizadas mudas certificadas pro­duzidas em viveiros-telado. A Embra­pa Clima Temperado dispõe de borbu­lhas certificadas para fornecimento aos viveiristas interessados em produzir mudas dessa cultivar.

 

CUSTOS E BENEFICIOS

 

O custo de implantação de um pomar de "Navelina" é de aproximadamente R$ 6.000,00 por hectare e o anual de manutenção é de R$ 2.000,00, sem considerar os gastos com a colhei­ta. Dependendo da região e da qualidade da fruta, os produtores têm conseguido um preço entre R$ 0,50 a R$ 1,20 por kg de fru­ta, consistindo, desta forma, em um negócio altamente rentável.

 

Em função do porte mediano das plantas, recomenda-se um espaçamen­to de 5,5 m x 4 m, com uma densidade média de 450 plantas por hectare, sem considerar as áreas ocupadas por quebra-ventos.

 

Em relação aos tratos culturais, além do manejo nutricional, fitossani­tário e de plantas daninhas habitualmente utilizado na produção de citros de mesa, recomenda-se a realização de uma poda anual com eliminação de parte dos ramos do interior das plantas. Isto deve ser realizado em razão da cultivar Navelina apresentar uma tendência de produção dos frutos na parte externa da copa das árvores.

 

A maturação dos frutos é precoce. No Rio Grande do Sul, a colheita é re­alizada de maio a junho, podendo ser antecipada ou retardada em função das temperaturas médias da região. Em São Paulo e no Paraná, onde as temperatu­ras médias são superiores, a colheita ocorre de março a maio. Os frutos colhidos podem ser disponibilizados ime­diatamente no mercado ou serem conservados por mais de um mês sob refri­geração. Sob condições adequadas de cultivo, a produção pode chegar a 40 toneladas por hectare, a partir do oita­vo ano.

 

Roberto Pedroso de Oliveira, Walkyria Bueno Scivittaro e Bonifácio Hideyuki Nakasu, Embrapa Clima Temperado

 

Fonte: Revista Cultivar HF - Junho - Julho 2004



Categoria: meio ambiente
Escrito por tomanoze às 22h25
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50 PERGUNTAS E 50 REPOSTAS SOBRE CITRICULTURA

 

13

COLHEITA

 

48. Ao se processar a colheita, quais os aspectos do fruto devem ser considerados?

Devem ser levados em conta três aspectos: a cor da casca, o teor de suco e a relação entre acidez e açúcares. Os padrões de qualidade normalmente estabelecem um teor de suco ideal em torno de 50%, enquanto a relação acidez - açúcares ótima situa-se entre 1:11 e 1:14.

49. Quais os equipamentos que devem ser utilizados na prática de colheita e transporte dos citros para evitar danos aos frutos?

  1. sacolas de colheita, com capacidade para 20 kg, feita de lona, com fundo falso fechado por ganchos e correias, de modo a permitir a retirada por baixo, sem danificar os frutos;
  2. escada confeccionada com madeira leve e arredondada, que se possa apoiar nas árvores sem danificar os ramos da planta;
  3. cestos ou caixas plásticas, com capacidade para 27 kg;
  4. tesoura ou alicate de colheita, dotado de lâminas curtas e pontas redondas, especialmente recomendado para a coleta de tangerina.

50. Quais os erros mais comuns praticados pelos produtores durante a colheita?

  1. a retirada dos frutos com auxílio de varas ou ganchos, prática que não só pode estragar a laranja, como também causar ferimentos nas plantas e derrubada excessiva de folhas, flores e frutos verdes não comercializáveis;
  2. coleta de frutos molhados ou orvalhos, facilitando o aparecimento de manchas, doenças ou podridões;
  3. derrubada diretamente no solo, provocando lesões e machucados . Embora imperceptível à primeira vista, os grãos de areia costumam ferir a casca permitindo a penetração de fungos;
  4. coleta de frutos em diferentes estágios de maturação pratica que prejudica a colocação do produto no mercado "in natura" e reduz a qualidade do suco industrializado;
  5. exposição excessiva ao sol, provocando queima da casca e alteração no sabor.

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Categoria: meio ambiente
Escrito por tomanoze às 22h17
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50 PERGUNTAS E 50 RESPOSTAS SOBRE CITRICULTURA IV.IV

 

39. Como devo controlar a broca da laranjeira?

O controle químico da larva deve ser feito após localizar-se , na planta, o orifício de onde a serragem está sendo expelida e faz-se a opção por um dos seguintes métodos:

a) com o auxílio de um arame, atinge-se a larva no interior da galeria;

b) utilizando-se uma seringa, injeta-se querosene ou um inseticida fosforado no orifício, fechando-o em seguida com cera de abelha ou sabão em barra;

c) introduz-se no orifício 2 a 3 gramas de gastoxim pasta (sulfeto de alumínio). Controle do adulto com uso de planta armadilha - no período de janeiro a junho, efetua-se a coleta manual do besouro (2 a 3 vezes por semana), sobre a planta armadilha maria preta", Cordia curassavica. A maria preta deve ser plantada num espaçamento de 100 a 150m, de preferência no contorno do pomar e em local não sombreado. É importante que esta operação seja iniciada logo que apareçam os primeiros besouros nas plantas armadilhas, isto ocorre no mês de janeiro/fevereiro.

40. Qual a importância econômica da escama farinha? Vale a pena controlar?

Causa danos mais elevados em pomares novos; de até dois a três anos de idade. O controle deve ser feito marcando as plantas infestadas e pulverizando tronco e ramos com óleo mineral em mistura com um inseticida(Triona + Methidation) ou outro fosforado.

41. Devo controlar a Mosca-das frutas na cultura dos citros ?

Caso se faça o monitoramento por armadilha adotar o índice MAD - mosca/armadilha/dia. Quando o MAD (médio) for igual a um, inicia-se o controle utilizando isca tóxica. Que é aspergida com uma brocha de parede, pulverizador costal com bico de leque (para herbicida) ou pulverizador tratorizado adaptado de forma que sejam aplicados cerca de 100 a 200 ml da calda de 1m2 da copa das árvores em ruas alternadas. O tratamento deve ter início antes da maturação dos frutos, e de acordo com o índice MAD. Inseticidas recomendados para a confecção da isca: malathion (150 a 200 ml / 100 l d'água) ou trichorfon (150 a 200 ml /100 l d'água) mais o atrativo (melaço de cana a 7 % ou hidrolizado de proteína a 5 %.

Controle biológico - O controle biológico das moscas-das-frutas pode ser efetuado em escala comercial mediante a criação massal e liberação de parasitóides (vespinhas que parasitam a larva da praga no interior do fruto. A tecnologia está disponível no Brasil, entretanto, esse processo depende da instalação de uma complexo industrial, denominado de biofábrica. O projeto para instalação desta biofábrica encontra-se em tramitação no Ministério da Agricultura e Pecuária frutos caídos devem ser recolhidos e enterrados. Esta medida contribuirá para a redução do ataque da mosca no pomar de cítros.

42. Porque o ácaro vermelho é chamado também de ácaro da leprose dos citros?

Porque este ácaro é o agente transmissor de uma doença de vírus chamada leprose. Ataca folhas, ramos e frutos, provocando lesões extensas e profundas nesses órgãos da planta. Nos frutos, as manchas são depressivas, concêntricas e de coloração marrom, prejudicando a aparência externa, que reduz drasticamente o seu valor comercial, além de afetar a produtividade da planta. Nas regiões Norte e Nordeste do Brasil a leprose está pouco disseminada justificando assim o controle eficiente dos focos da doença.

Controle - nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, o controle preventivo deve merecer prioridade, ou seja, evitar a introdução de mudas e/ou borbulhas provenientes de locais onde a doença é endêmica. Identificando-se a presença de focos iniciais da doença, deve ser efetuado a sua erradicação visando impedir a sua disseminação. Utilizar os produtos recomendados para o ácaro da ferrugem.

NEMATÓIDES

43. Quais os principais gêneros e espécies de nematóides observados na rizosfera do citros?

Vários gêneros de nematóides já foram observados na rizosfera do citros, destacando-se Tylenchulus semipenetrans, Pratylenchus sp, Pratylenchus coffeae, Pratylenchus brachyurus, Pratylenchus vulnus, Radopholus citri, Radopholus similis, Belonolaimus longicaudatus, Meloidogyne sp., Meloidogyne incognita, M. javanica, M. arenaria, Xiphinema brevicola, X. index, Trichodorus sp., Paratrichodorus sp., Paratrichodorus lobatus, P. minor, Hemicycliophora sp., Hemicycliophora arenaria, Hemicycliophora nudata.

44. Quais são alguns sintomas e sinais que auxiliam no diagnóstico de ocorrência de fitonematóides na cultura de citros?

Sintomas: Na parte aérea, pode ocorrer clorose foliar, diminuição no tamanho das plantas (nanismo) e menor produção de frutos. No sistema radicular, depauperamento das raízes, deformações e em estágios mais avançados, a planta não tem sustentação. Nos horários mais quentes do dia, as plantas também podem apresentar murcha, mesmo na presença de água. Pode ocorrer descoloração e queda das folhas e prolongamento do estádio vegetativo.

Sinais: depauperamento das raízes acompanhado de necroses, menor volume radicular, presença de galhas que se diferencias de nódulos de bactéria de fixação de nitrogênio; nodulações em raízes; raízes lisas, como que estivessem sido lavadas, sem as radicelas ou pelos radiculares.

45. Quais os cuidados que se deve ter para evitar a disseminação por meio de equipamentos, máquinas agrícolas e pelo transeuntes (sapatos)?

Deve evitar a utilização de máquinas agrícolas vindas de áreas contaminadas por nematóides. Deve ser feito na propriedade pé-dilúvio e rodo-lúvio para desinfeção de calçados e máquinas em trânsito. Deve-se fiscalizar a entrada e saída de equipamentos utilizados nos tratos culturais e não deve ser permitido transito de pessoas e equipamentos não autorizadas na área.

46. Como o produtor de citros deve fazer para controlar fitonematóides antes de seu plantio?

Efetuar a análise dos solos, de acordo comas recomendações para amostragem de solos, com pelo menos um mês de antecedência. Após resultados da análise nematológica dos solos, utilizar somente mudas certificadas, isentas de fitonematóides. Efetuar o monitoramento da população de possíveis fitonematóides na área de produção. Iniciar os tratos culturais pelas áreas mais vigorosas, deixando as de menor vigor e porte por último. Limpar os equipamentos sempre que mudar de uma área limpa e vigorosa para uma área suspeita e vice-versa.

47 . Quais os nematicidas mais utilizados?

Devido a restrições constante ao uso de produtos químicos, que podem deixar resíduos ao meio ambiente, causando grande impacto ao ambiente, e devido muitas vezes o produto não ser encontrado no mercado ou, não ter registro para a cultura, recomenda-se consultar um agrônomo credenciado para efetuar a utilização de nematicida.

 



Categoria: meio ambiente
Escrito por tomanoze às 22h15
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50 PERGUNTAS E 50 RESPOSTAS SOBRE CITRICULTURA IV.III

 

28. Quais as medidas de controle mais eficientes para a CVC?

Como ainda não existe uma única medida de controle eficiente, é necessário que as recomendações a seguir sejam consideradas em conjunto para uma possível convivência com a doença. Estas medidas visam impedir a entrada da CVC em áreas sem a doença, diminuir os seus efeitos, dificultar a sua disseminação no pomar e selecionar plantas para estudos de resistência.

- plantio de mudas sadias adquiridas em viveiros registrados, evitando a comercialização de mudas provenientes de regiões contaminadas.

- manter o pomar com as ruas limpas e o mato baixo nas entrelinhas;

- realizar inspeções periódicas nos pomares para determinar a presença de cigarrinhas e focos iniciais da doença. Plantas com menos de quatro anos com frutos pequenos, tornam-se irrecuperáveis;

- efetuar poda de ramos, cerca de 50 e 70 centímetros à partir da última folha inferior com sintomas. A poda visa diminuir o potencial de inóculo e deve ser feita quando o pomar está sob controle para detecção dos focos iniciais;

- nos viveiros, utilizar inseticidas, com aplicação quinzenal, no período em que as plantas estiverem emitindo novas brotações;

- os viveiros devem ser instalados cerca de 200 metros dos pomares cítricos;

- procurar nos pomares afetados, plantas de elite, remanescentes e sem sintomas, com bom aspecto vegetativo. Comunicar imediatamente aos órgãos de pesquisas, para multiplicação e estudo do potencial de resistência dessas plantas.

29. Quem é o causador do cancro cítrico?

Cancro cítrico é uma doença causada pela bactéria Xhantomonas axonopodis pv. citri que provoca lesões nas folhas, frutos e ramos e, consequentemente queda de folhas frutos e de produção. É uma doença de difícil controle e responsável pela erradicação de milhares de plantas em São Paulo e Minas Gerais. Ainda não foi relatada no Nordeste.

DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS

30. Quais são as principais doenças causadas por vírus? Elas podem ser controladas?

As principais doenças causadas por vírus e viróides são: Tristeza, Sorose, Exocorte e Xiloporose. A exceção da tristeza que é transmitida pelo pulgão preto, as demais somente são transmitidas por borbulhas ou instrumento de trabalho. Para estas, cuidados no manuseio das ferramentas e obtenção de borbulhas sadias, representam um excelente meio de controle. Para a tristeza, além destes métodos, as plantas devem ser premunizadas com estirpes fracas do vírus para evitar uma recontaminação.

31. O que é pre-imunização?

Pre-imunização é a proteção que dá a uma planta, colocando-se nela um vírus fraco, que ocupa os seus tecidos sem causar-lhe danos e impedindo uma infecção por outros vírus que possam fazer-lhe mal.

32. O que causa a morte súbita dos citros e como posso identificar os seus sintomas?

Até agora não se sabe. Alguns fatos observados no quadro sintomatológico indicam que a doença seja causada por um organismo vivo, possivelmente um vírus.

Os primeiros sintomas observados são a perda generalizada do brilho das folhas, seguido de ligeira desfolha, com poucas brotações externas e sem brotações 9internas na copa das plantas. A característica mais notável é a coloração amarelada nos tecidos interno da casca do porta-enxerto. Os vasos condutores de seiva ficam obstruídos, afetando o sistema radicular que apresenta várias raízes mortas. Com a morte das raízes a planta entra em colapso e morre subitamente.

33. Já existe algum método de controle para a morte súbita dos Citros?

Até que se possa afirmar o que causa a morte súbita dos citros, alguns cuidados devem ser tomados para evitar a sua disseminação

  • Não formar pomares sobre lmão 'Cravo' na área afetada;
  • Não transportar material propagativo (borbulhas e mudas) para fora das áreas afetadas;
  • Nas regiões afetadas pela MSC fazer subenxertias das árvores em limão 'Cravo' com porta-enxertos de tangerina 'Cleópatra' ou Sunki';
  • Produzir mudas sobre diferentes porta-enxertos tolerantes, em regime de proteção com tela antiafídeos;
  • Notificar a algum órgão oficial assim que descobrir sintomas do MSC.

PRAGAS

34. Existem pragas primária e secundárias? Como posso separar uma da outra?

Existe sim. Pragas primárias - são aquelas que ocorrem todos os anos, em altas populações, provocando danos econômicos e por isso requer medidas de controle. O ácaro da ferrugem, a ortézia a larva minadora (em viveiro ou pomar novo), a cochonilha escama farinha e broca do tronco, são consideradas pragas primárias. As pragas secundárias são aquelas que ocorrem em baixas populações, raramente causam danos econômicos e por isso raramente exigem medidas de controle. As moscas-das-frutas, mosca branca, Aleurothrixus floccosus; pulgão preto,Toxoptera citricidus cochonilhas verde Coccus viridis e cabeça de prego Chrysomphalus ficus; são classificadas como secundárias.

35. Como posso controlar o ácaro da ferrugem? Existe controle biológico?

Antes de decidir pelo controle químico, é necessário avaliar, quinzenalmente, a população da praga no período de outubro a dezembro. Para cada talhão de 2.000 plantas, escolhem-se ao acaso 20 plantas, amostrando-se, com auxílio de uma lupa (10x), 3 frutos por planta, anotando-se o número de ácaros encontrado por fruto em uma única visada (1 cm2).

Quando a infestação média alcançar 30 ácaros por cm2 de fruto, deve ser iniciado o controle químico. Alguns produtos indicados: abamectin, dicofol, quinomethionate, enxofre, a mitraz. Recomenda-se a alternância dos produtos em uma mesma safra. Adotando-se a amostragem, é possível obter "frutos limpos" com uma a duas pulverizações por safra.

O ácaro benéfico o Iphiseiodes zuluagai é o mais importante no controle biológico do ácaro da ferrugem. Dentre os fungos benéficos, o Hirsutella thompsonii é o mais eficiente no controle biológico natural. A manutenção da vegetação nas entrelinhas e o uso de leguminosas favorece a atuação dos inimigos naturais das pragas.

36. Qual a cochonilha que causa mais problemas à planta de citros?

Dentre as cochonilhas que atacam as plantas cítricas, a ortezia é a que causa os maiores prejuízos. O inseto suga a seiva da planta, injeta toxinas e provoca o aparecimento da fumagina (fuligem que recobre folhas, frutos e ramos).

A ortézia ataca em focos ou reboleiras. É grande o número de plantas ornamentais e cultivadas que servem de hospedeiros da praga, inclusive as ervas daninhas presentes no pomar cítrico.

37. Como se controla a ortézia?

Por se tratar de uma praga de difícil controle e de custo elevado, é necessário fazer inspeção periódica (mensalmente). Uma vez localizado o foco de ataque, as plantas infestadas devem ser marcadas visando o controle químico antes haja a disseminação dentro do pomar.

As plantas marcadas devem receber o seguinte tratamento:

a) efetuar a capina em torno das mesmas, retirando todo o mato capinado;

b) fazer a poda dos ramos mais infestados e dos ramos secos e queimá-los ou enterrá-los;

c) efetuar o controle químico em pulverização ou com inseticida sistêmico granulado no solo;

d) fazer adubação (orgânica e mineral) visando fortalecer a planta.

e) repetir a operação dois meses após, se necessário.

Controle químico - Por se tratar de um inseto sugador de seiva, deve ser dado preferência aos inseticidas sistêmicos. Alguns produtos como dimethoato (75 a 125 ml / 100 l d' água); acefato (120 a 150 g / 100 l d' água) ; aldicarb (40 a 80 g / planta), são indicados.

Controle biológico - No período mais úmido (maio a agosto) insetos e fungos benéficos reduzem significativamente a população da ortézia. Dentre os insetos destacam-se os coccinelídeos (joaninhas). O fungo Cladosporium cladosporioides, na concentração de 300.00 esporos por ml, em associação com os inseticidas triflumuron, methamidophos e diflubenzuron controla eficientemente a praga. Dentre os coccinelídeos (joaninhas) nativos destacam-se a Pentilia egena, Zagreus bimaculosus, Hyperaspis silvestrii e Diomus sp. O caracol rajado (Oxystila pulchella) efetua controle significativo da ortézia.

38. Devo pulverizar o meu pomar contra a larva minadora?

A larva minadora causa os maiores prejuízos em viveiros e em pomares novos devido ao ataque às folhas novas e brotações. As folhas fortemente atacadas secam, resultando em redução da produção, e no crescimento normal da planta cítrica.

O controle químico só é recomendado- quando se trata de viveiro ou pomar recém-instalado. Os produtos de maior eficiência são: lufenoron , abamectin e imidacloprid . Em pomares adultos, o controle químico é desaconselhável , face a eficiência relativamente alta dos inimigos naturais.

Controle biológico - A espécie Ageniaspis citricola é a que apresenta maior eficiência, alcançando um controle que varia de 60 a 80%. Esta espécie está sendo criada e liberada em pomares do Estado da Bahia no Programa PIC - Produção Integrada de Citros.



Categoria: meio ambiente
Escrito por tomanoze às 22h14
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